5º dia em Sc – Joinville
No nosso 5º dia de viagem, 14 de junho de 2010, acordamos com disposição para encarar uma longa caminhada, desde o hotel Blue Tree até o Museu da Bicicleta.
Foi pena que o museu não estivesse aberto, porque se encontrava em obras. Aproveitamos para descansar um pouco na pracinha em frente ao museu. No retorno fotografei a casa aí abaixo, porque estranhei ver uma moradia tão charmosa em pleno abandono. Se fosse aqui no Rio, já teria sido invadida.

À tarde fizemos um passeio à Estrada Bonita. É uma zona rural de Joinville com diversas chácaras em estilo europeu, local bucólico como se pode ver nas fotos abaixo.


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Mil Palavras valem mais do que uma Fotografia?
A razão do título acima deve-se à conversa de ontem com nosso grande amigo Élcio, que lembrou o livro de Susan Sontag com esse mesmo nome, mas sem o ponto de interrogação, já que a autora julgava que as palavras valiam mais do que a fotografia.
Não sei não. Há fotografias que falam e há livros que são fotográficos.
Entre as fotografias que falam, mostro a que se encontra aí em baixo que tirei de um sujeito de frente para o mar na Praia de Camboriu.

Tive a impressão que o homem conversava com o mar e fiz questão de registrar esse diálogo.
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Urca, Aula Prática, FHC e a Tsunami
Aparentemente esses assuntos nada têm a ver um com o outro, mas fizeram parte do que aconteceu comigo nos últimos dias.
Esqueci de mencionar o marimbondo, que me mordeu durante a caminhada que faço todas as manhãs pelo Aterro do Flamengo. Foi a maior dificuldade, para retirá-lo do local onde cravou o ferrão. Não demorou muito e a minha perna inchou e ficou vermelha. Como doeu e depois como coçou!!! Apliquei compressas frias para o inchaço diminuir e só comecei a ter alívio no final de semana. Arre!
No sábado de manhã pegamos as câmeras e partimos para a Urca. Na semana anterior tínhamos interrompido uma excursão fotográfica pela Urca, porque deixei que a bateria da câmera descarregasse e não levei a adicional, .Minha filha, que tinha sugerido o programa, ficou um bocado desapontada e, para compensá-la, voltamos no sábado seguinte, mas infelizmente o dia não estava tão claro e com uma luz tão favorável quanto na outra semana. Olha só, como o tempo estava encoberto.
De qualquer maneira, o grande lance foi filmar as nuvens. Consegui umas fotos interessantes, com contrastes dramáticos de luz e sombra. Algumas saíram um pouco, subexpostas, mas ainda assim legais.
No domingo, tivemos aula prática, depois do almoço, perto do heliporto da Lagoa. Lá estava a maior muvuca, gente para tudo quanto é lado. Eu pensei. Não vou conseguir fotografar nada e nisso a inspiração sumiu. Tirei umas fotos bobinhas das águas da Lagoa, do morro do Cantagalo e de uma lancha em disparada, realizando os exercícios de foco e enquadramento propostos pela Claudia Tavares, nossa professora do Ateliê da Imagem, e depois parti para o ôba, ôba, isto é, fui fotografando aquilo que me dava na telha. Fiquei fascinada por um casal. Pareciam bem apaixonadinhos.
Talvez esse clima de amor e de namoro tivesse influenciado o sonho que acabei tendo. Atenção, é só sonho, gente, o personagem está bem distante da minha realidade. Pois é, sonhei nada mais, nada menos, do que com o Fernando Henrique Cardoso. Como ele veio parar no meu inconsciente, não sei explicar.
Estávamos no hotel Copacabana Palace, ele me viu no saguão e me convidou para assistir a uma tsunami, quebrando na praia do terraço do hotel. A tsunami era imensa, mais de vinte metros de altura e ameaçava estourar logo ali em frente, na Praia de Copacabana, mas o estranho é que não senti o menor medo. Achei lindo e o Fernando Henrique Cardoso, todo feliz com a minha companhia (só rindo) se empolgou da mesma maneira. Navegamos na onda gigantesca, como se ela fosse um tapete mágico e acordei. Ah, que pena!!!!!
Mas vejam as fotos do dia nublado na Urca, que vale a pena: http://jalbum.net/browse/user/album/611910/
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Brasil e Irã: Quem fala a verdade?
O leitor fica sem saber qual jornal relata o fato verdadeiro, porque, no mesmo dia, isto é, no dia 18 de maio de 2010, a primeira página do Globo traz a manchete EUA INSISTEM EM SANÇÕES AO IRÃ APESAR DO ACORDO, dando a entender que a intervenção de Lula foi errada e em vão.
A manchete da primeira página do Jornal do Brasil, por sua vez, diz que BRASIL SE IMPÕE À ONU, embora Estados Unidos desdenhem o acordo.
Minha tendência é concluir que o Jornal do Brasil é que relatou o fato verdadeiro. O Globo prima por ser tendencioso contra Lula, desmerecendo todos seus feitos. Se fosse FHC que tivesse conseguido a proeza, o Globo estaria aplaudindo e chamando-o de o melhor estadista do mundo, apesar das críticas dos Estados Unidos.
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Como me sinto no Twitter
Enquanto caminhava no Aterro hoje de manhã, observando os destroços deixados pelo Red Bull Air Race, que ainda continuam a obstruir as passagens destinadas ao público, lembrei-me dos poemas escritos pelo Fábio Floresta, um dos tuiteiros mais agradáveis que conheci e resolvi escrever um curto poema, que expressa como me sinto às vezes no Twitter:
Norte sem Sul
Ceu sem Azul
Voz sem Som
Fora de Tom
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