- 21 / 02
- 2011
Visita ao Jardim Zoológico
Nos fins de semana minha filha e eu temos saído para fotografar durante a manhã. No sábado passado estivemos fotografando o lado da Lagoa Rodrigo de Freitas, no trecho entre a Igreja de Santa Margarida e a Curva do Calombo. Começamos a nossa exercusão nos arredores da Igreja Santa Margarida, porque ali existem diversas imagens de grafite muito interessantes ao longo do muro de uma escola pública.
Percorremos a lagoa, registrando cenas e paisagens que despertaram nossa atenção. Tivemos sorte porque a manhã estava bonita com cores luminosas, o que ajuda muito na hora de fotografar.
Neste último fim de semana, também com tempo bom, aproveitamos para visitar a Quinta da Boa Vista, local aonde não vou há anos. Quando era criança, quase todos os fins de semana fazia questão de ir à Quinta da Boa Vista, porque na época existia um parque de diversões por lá com atrações que as crianças adoram, como roda gigante, trem fantasma e montanha russa. Depois de adulta acho que só voltei lá uma vez.
A minha idéia era visitar somente o parque, mas não o Zoológico, porque se há algo que me põe para baixo é ver bichos aprisionados. Há quem argumente, mas as pessoas precisam aprender a conhecer os animais. Vá lá, mas, sinceramente, não creio que seja a forma ideal de se aproximar dos animais. São seres da natureza, que precisam de espaço, de luz e, principalmente, de liberdade. Se é para conhecer os animais, entender como vivem, o melhor é vê-los e acompanhá-los em filmes. Para isso existem os cineastas e fotógrafos. Ou se a pessoa tem bala na agulha, faça um safári e conheça os animais em seu habitat natural, ao invés de vê-los aprisionados em jaulas.
Por falar no assunto, como o homem adora encarcerar os seus semelhantes e os outros seres da natureza! É uma tendência que abomino, pois não traz qualquer progresso espiritual e, apesar dos céticos que talvez torçam o nariz ao me ler, acredito que o progresso espiritual é a mola da evolução humana. Sem progresso espiritual, não há progresso tecnológico e científico. É o espírito que comanda tudo.
E, para arrematar, pergunto: Será que alguém gostaria de ficar numa jaula, tornando-se objeto da curiosidade alheia e, por vezes, de chacota?
Mas vamos deixar isso para lá e contar do zoológico da Quinta da Boa Vista.
Acabei visitando-o, porque a Astrid insistiu e, conforme já esperava, saí extremamente deprimida de lá. Para começo de conversa ver esse elefantinho maravilhoso, tão tristonho em seu cativeiro, me cortou o coração.
O elefante sacudia a tromba e ciscava o chão de nervoso com suas patas imensas, levantando poeira. Fiquei imaginando o bichão na floresta e como me doeu vê-lo confinado entre muros de concreto.. Se estivesse no lugar dele, provavelmente enlouqueceria.
O Zoológico tinha uma atmosfera de abandono. Não sei se alimentam os animais direito. Pareciam bastante debilitados.
A situação que me causou mais dó foi ver o leão jogado atrás de uma jaula e caído sobre a terra. Que judiação! Procurou refúgio no sono. Vejam se não é de dar pena e revolta!
O hipópotamo, coitado, boiando nesse tanque imundo foi outra cena que mexeu demais comigo.
Nem tudo foi só tristeza, ainda bem. Aconteceram alguns momentos hilários como este em que registrei os crocodilos de chamego com a tartaruga
Fiz uma galeria neste site com as fotos do Jardim Zoológico, que pode ser acessada aqui: http://pente-fino.info/fotogaleria/jardim-zoologico/
O Professor Ramadinha, que ministrou o curso de Fluxo de Camera Raw no Ateliê da Imagem, deu uma dica importante: de preferência, use o ISO mais baixo possível na hora de clicar. Usei 100 de ISO e funcionou. Valeu, Ramadinha.
Escrito por Lúcia Reis, Pente Fino é um blog destinado a investigar as notícias. 








