aterro0934-01aterro023-01aterro019aterro-052aterro-051aterro-042
  •     05 / 07    
  •     2010    

De quem é a culpa da derrota do Brasil

Publicado em: Mídia
Escrito às 12:22 | Link Permanente

Uma breve interrupção sobre o relato da viagem à Santa Catarina para comentar o assunto acima.

Dado o clima de euforia patrocinado pela imprensa, que faz o país parar durante os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo, tive certeza que essa mesma imprensa que incentiva o clima de ôba ôba logo trataria de arrumar um vilão para explicar o fracasso no jogo contra a Holanda.

Não deu outra. Um dos vilões escolhidos, obviamente, foi Dunga que se recusou a bajular a imprensa e o outro foi o Felipe Melo que deu azar de efetuar o gol conta o Brasil e se descontrolou.

Agora a imprensa, que tinha a obrigação, como formadora de opinião, de tratar o futebol como um esporte, ao invés de como questão de vida ou morte para os brasileiros como vinha acontecendo, se esmera em dizer que o Dunga é o único responsável pela derrota da seleção.

Menos, menos, aprendam a olhar as situações com mais humildade e aprendam também que, se houve responsabilidade, ela é em grande parte de vocês, jornalistas, que pressionam e cobram o time brasileiro, como se perder ou vencer fosse algo previsível, quando não é, pois a vitória e a derrota são e continuarão sendo duas grandes incógnitas.

Espero que não incentivem a idéia de que o Brasil tem que ganhar, apenas, porque a Copa de 2014 será jogada aqui. Ninguém pode garantir essa vitória. É preciso olhar o esporte como diversão, como algo bonito e estimulante, e não como uma guerra, como vocês gostam de fazer.


comentar?

  •     01 / 07    
  •     2010    

O Susto da Primeira Noite em Floripa

Publicado em: Viagens
Escrito às 19:56 | Link Permanente

O hotel onde nos hospedamos, Jurerê Beach Village, é muito moderno e o nosso apartamento, com vista lateral para o mar, era relativamente pequeno, porém acolhedor e com camas confortáveis. Dormimos bem ali, embaladas pelo ruído gostoso das ondas do oceano.

12-06-2010-jurerê8 12-06-2010-jurerê9

Nesse primeiro dia almoçamos no hotel, porque estávamos famintas e sem disposição de procurar outro restaurante. A comida do restaurante do hotel nada tinha de excepcional, era até meio sem paladar, mas, em compensação degustamos um Chardonnay argentino que nos fez esquecer a falta de sabor do peixe servido à mesa.

Depois do almoço, pernas para que te quero, fomos explorar os arredores e aproveitamos para caminhar um pouco pela praia. A praia de Jurerê tem um cenário magnífico, que foi bastante fotografado por nós, tanto de dia quanto de noite, no por do sol e no amanhecer, conforme atestam as fotos abaixo.

12-06-2010-amanhecer6 12-06-2010-jurerê1

No inverno, calculo que a água deve ser gelada, razão pela qual a praia se achava praticamente vazia na época em que estivemos lá, mas no verão deve encher de gente.

Em Jurerê Internacional há um conjunto comercial próximo ao hotel Campanário, com cafés na calçada, sapatarias e lojas muito finas, com preços lá nas alturas. Como já disse, Jurerê Internacional é bairro de milionários e, se conseguimos nos hospedar ali, foi só por causa da baixa estação. Se fosse no verão ou na primavera seria impossível.

De volta ao hotel, telefonei para uma grande amiga que se mudou para Florianópolis. É a Susi uma mulher encantadora e super-inteligente, com quem adoro conversar. Marcamos uma saída e combinei de apanhá-la em sua casa e, depois, jantar ou lanchar em algum lugar. Sou mais de lanchar do que de jantar.

No trajeto longo até à casa da Susi, que fica no continente numa distância de 30 quilômetros, fui surpreendida por telefonema do Banco do Brasil, desconfiado de compras feitas com meu cartão de crédito e pedindo confirmação. Levei o maior susto, porque eram inúmeras compras – só no site submarino mais de quinze – e os valores consideráveis. Informei que não tinha feito aquelas compras absurdas e o Banco do Brasil avisou que cancelaria o cartão, substituindo-o por um novo. O funcionário do banco, percebendo meu nervosismo, tentou me acalmar e aconselhou-me a entrar em contato com a administradora do cartão de crédito, a fim de contestar as compras e impedir os débitos no cartão.

Pronto, vi minha viagem indo por água abaixo praticamente no início por causa de uma notícia péssima. Era só o que me faltava me tornar vítima de clonagem de cartão, longe de casa e sem acesso ao computador.

Mal cheguei ao apartamento da Susi e rápido lhe contei o acontecimento, pedindo licença para usar o telefone, porque nessas horas me atrapalho toda com o celular. Liguei para a administradora do cartão de crédito, identifiquei-me e lhe relatei que alguém usara indevidamente o cartão. A administradora tomou nota das informações e orientou-me a enviar um fax para um número que me forneceu o quanto antes. Mas como poderia enviar o maldito fax, se estava em viagem? Foi o que argumentei.

-“Isso pode ser feito no prazo de quinze dias úteis, mas quanto antes a senhora encaminhar o fax, melhor”, falaram-me.

Resolvi fazê-lo do hotel em Joinville e decidi não pensar mais no assunto problemático, pelo menos, até segunda-feira, quando então mandaria o fax. Seria injusto estragar o encontro com Susi e o clima da viagem.

Fomos jantar no Chico Toucinho, pizzaria popular em Floripa, e o resto da noite transcorreu de forma agradável e tranqüila, apesar da preocupação que às vezes irrompia, embora tentasse ignorá-la.


comentar?

  •     29 / 06    
  •     2010    

Viagem à Santa Catarina: Chegada em Jurerê

Publicado em: Viagens
Escrito às 21:01 | Link Permanente

Interrompi as mensagens no blog, porque, primeiro, o curso de fotografia no Ateliê da Imagem começou a ocupar parte do meu tempo livre e depois viajei para Santa Catarina com minha filha, permanecendo lá dez dias.

Retornei no dia 20 de junho, bastante saudosa dos dias fabulosos de viagem. Agora digo que foram fabulosos, mas no começo estava com enorme receio de viajar. Quando se atinge certa idade, a pessoa tende a se apegar demais às suas comodidades e essa atitude não é muito sábia, porque nos impede de viver experiências gratificantes e de conhecer novos lugares. Resolvi reagir contra ela.

Na verdade, o que pesou mais na minha relutância de viajar foi o pavor que tenho de aviões, grandemente aumentado pelas notícias que se lê na imprensa sobre desastres. Como a minha filha contava com essa viagem, tentei ignorar um pouco o medo do avião e embarcamos, no dia 10 de junho, no Galeão com destino ao aeroporto Hercílio Luz em Florianópolis.

O nosso vôo era da TAM, que sai do Rio de Janeiro às 10.30 horas e chega em Florianópolis, mais ou menos às doze horas. Enquanto aguardava o momento de embarcar, a ansiedade me dominou e fui mais de uma vez ao toalete. Sem exagero, tremia por dentro e sentia ou imaginava sentir palpitações, já imaginando ter uma síncope durante o vôo, tal como aconteceu com um amigo meu.

Em matéria de vôos, não sou marinheiro de primeira viagem. Já fiz inúmeras viagens aéreas à Europa e aos Estados Unidos, mas, como de uns tempos para cá, tenho viajado menos, creio que desacostumei e, influenciada pelo noticiário dos jornais e pelo que aconteceu com meu amigo, passei a ter medo de voar.

Contrariando as expectativas mais sinistras que me apavoravam, o vôo no Airbus 320 foi tranqüilo e partiu do Rio de Janeiro e chegou em Florianópolis pontualmente. Respirei aliviada quando o avião pousou no aeroporto Hercílio Luz, porém ainda com uma pontinha de medo ante a perspectiva incomoda de enfrentar dez dias após o vôo de retorno ao Rio.

O motorista da agência de turismo, Iguatur, nos aguardava no aeroporto e nos levou ao hotel situado em Jurerê Internacional, balneário marítimo situado na parte norte da ilha de Florianópolis. Jurerê Internacional é um “resort” de milionários que tem o inconveniente de ser distante do centro da cidade e de qualquer condução. Quem não dispõe de condução própria fica à mercê de táxis e de vans caríssimos.

No trajeto para o hotel já deu para perceber que Florianópolis é um lugar aprazível, impressão esta que se consolidou quando chegamos em Jurerê. Este lugar é o que a Barra da Tijuca deveria ser e acabou não sendo por causa da especulação imobiliária e da crônica falta de segurança do Rio de Janeiro. As avenidas são largas, impecavelmente limpas e as casas e prédios de três andares, no máximo, não têm grades nem muros ocultando os belos gramados.

Jurerê lembra bastante os condomínios da Flórida, próximos à Miami nos Estados Unidos. As mansões de Jurerê não ficam nada a dever às de Coral Gables e outros locais chiques da América. É preciso ter muita bala na agulha para morar, ou desfrutar de uma temporada de verão em Jurerê. Vejam as fotos.

10-06-2010-jurerê2 10-06-2010-jurerê7

10-06-2010-jurerê8 10--6-2010-jurerê7

12-06-2010-amanhecer13 12-06-2010-amanhecer4

Continuarei com o relato das peripécias da viagem nas mensagens seguintes.


comentar?

  •     24 / 05    
  •     2010    

Urca, Aula Prática, FHC e a Tsunami

Publicado em: Aprendendo a Fotografar
Escrito às 15:36 | Link Permanente

Aparentemente esses assuntos nada têm a ver um com o outro, mas fizeram parte do que aconteceu comigo nos últimos dias.

Esqueci de mencionar o marimbondo, que me mordeu durante a caminhada que faço todas as manhãs pelo Aterro do Flamengo. Foi a maior dificuldade, para retirá-lo do local onde cravou o ferrão. Não demorou muito e a minha perna inchou e ficou vermelha. Como doeu e depois como coçou!!! Apliquei compressas frias para o inchaço diminuir e só comecei a ter alívio no final de semana. Arre!

No sábado de manhã pegamos as câmeras e partimos para a Urca. Na semana anterior tínhamos interrompido uma excursão fotográfica pela Urca, porque deixei que a bateria da câmera descarregasse e não levei a adicional, .Minha filha, que tinha sugerido o programa, ficou um bocado desapontada e, para compensá-la, voltamos no sábado seguinte, mas infelizmente o dia não estava tão claro e com uma luz tão favorável quanto na outra semana. Olha só, como o tempo estava encoberto.

22-05-2010-foto1 De qualquer maneira, o grande lance foi filmar as nuvens. Consegui umas fotos interessantes, com contrastes dramáticos de luz e sombra. Algumas saíram um pouco, subexpostas, mas ainda assim legais.

No domingo, tivemos aula prática, depois do almoço, perto do heliporto da Lagoa. Lá estava a maior muvuca, gente para tudo quanto é lado. Eu pensei. Não vou conseguir fotografar nada e nisso a inspiração sumiu. Tirei umas fotos bobinhas das águas da Lagoa, do morro do Cantagalo e de uma lancha em disparada, realizando os exercícios de foco e enquadramento propostos pela Claudia Tavares, nossa professora do Ateliê da Imagem, e depois parti para o ôba, ôba, isto é, fui fotografando aquilo que me dava na telha. Fiquei fascinada por um casal. Pareciam bem apaixonadinhos.

Talvez esse clima de amor e de namoro tivesse influenciado o sonho que acabei tendo. Atenção, é só sonho, gente, o personagem está bem distante da minha realidade. Pois é, sonhei nada mais, nada menos, do que com o Fernando Henrique Cardoso. Como ele veio parar no meu inconsciente, não sei explicar.

Estávamos no hotel Copacabana Palace, ele me viu no saguão e me convidou para assistir a uma tsunami, quebrando na praia do terraço do hotel. A tsunami era imensa, mais de vinte metros de altura e ameaçava estourar logo ali em frente, na Praia de Copacabana, mas o estranho é que não senti o menor medo. Achei lindo e o Fernando Henrique Cardoso, todo feliz com a minha companhia (só rindo) se empolgou da mesma maneira. Navegamos na onda gigantesca, como se ela fosse um tapete mágico e acordei. Ah, que pena!!!!!

Mas vejam as fotos do dia nublado na Urca, que vale a pena: http://jalbum.net/browse/user/album/611910/


comentar?

  •     20 / 05    
  •     2010    

Brasil e Irã: Quem fala a verdade?

Publicado em: Joinville
Escrito às 14:24 | Link Permanente

O leitor fica sem saber qual jornal relata o fato verdadeiro, porque, no mesmo dia, isto é, no dia 18 de maio de 2010, a primeira página do Globo traz a manchete EUA INSISTEM EM SANÇÕES AO IRÃ APESAR DO ACORDO, dando a entender que a intervenção de Lula foi errada e em vão.

A manchete da primeira página do Jornal do Brasil, por sua vez, diz que BRASIL SE IMPÕE À ONU, embora Estados Unidos desdenhem o acordo.

Minha tendência é concluir que o Jornal do Brasil é que relatou o fato verdadeiro. O Globo prima por ser tendencioso contra Lula, desmerecendo todos seus feitos. Se fosse FHC que tivesse conseguido a proeza, o Globo estaria aplaudindo e chamando-o de o melhor estadista do mundo, apesar das críticas dos Estados Unidos.


comentar?

  •     13 / 05    
  •     2010    

Como me sinto no Twitter

Publicado em: Joinville
Escrito às 15:15 | Link Permanente

Enquanto caminhava no Aterro hoje de manhã, observando os destroços deixados pelo Red Bull Air Race, que ainda continuam a obstruir as passagens destinadas ao público, lembrei-me dos poemas escritos pelo Fábio Floresta, um dos tuiteiros mais agradáveis que conheci e resolvi escrever um curto poema, que expressa como me sinto às vezes no Twitter:

Norte sem Sul

Ceu sem Azul

Voz sem Som

Fora de Tom


1 comentrio

  •     13 / 05    
  •     2010    

Viver a Vida sem direito a uma segunda Chance

Publicado em: Joinville
Escrito às 01:37 | Link Permanente

Não consigo entender que haja gente que ache sublime, divina, no novelão da Globo, a família do cidadão Marcos, o homem mais infiel e galinha sobre a face da terra (desculpem a vulgaridade, mas não existe adjetivo melhor para descrever o personagem), e da pirua Teresa, que prima pela falta de noção, favorecendo uma filha em detrimento das outras.

Fico admirada que a filha caçula do casal, Isabel, que a Globo escolheu como gata borralheira, ainda não tenha pirado devido ao tratamento que recebe da mãe. Volta e meia a genitora lhe dá uma sova de cinto. Diálogo que é bom, necas, a Teresa simplesmente riscou de sua cartilha e depois se queixa do gênio da Isabel. Ora, ora, será que ela ignora que os filhos muitas vezes se limitam a refletir as idiossincrasias observadas nos pais?

Verdadeiramente patético ver uma atriz admirável como a Lília Cabral, bancando a mãe piegas com medalhinha no peito, para se igualar à filha cadeirante, com outra medalhinha no peito. A Lília Cabral não merece ser avacalhada dessa maneira e nem a Aline Moraes e as cadeirantes do Brasil, tampouco, façam o favor.

Mas o que mais me chocou nesse dramalhão em que a novela se transformou foi terem dado cabo do favelado Benê, justamente quando o rapaz se mostrava disposto a levar vida honesta, longe do crime. Com isso, a Globo pretende, talvez, nos avisar que ninguém merece uma segunda chance, seja em que circunstância for. Se você algum dia na vida cometeu algum erro, dane-se, está ferrado para sempre. É o destino que nos espera.


comentar?

  •     12 / 05    
  •     2010    

Fechamento do Canecão

Publicado em: Joinville
Escrito às 17:56 | Link Permanente

Fiquei muito triste, ao tomar conhecimento no dia de hoje, que a casa de espetáculos, Canecão, no Rio de Janeiro, foi fechada por determinação judicial em consequência de um litígio, que vem se arrastando há anos, entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a empresa exploradora da casa de shows.

A coluna da Hilde no JB traz informação que os advogados do Canecão pretendem anular a decisão, porque o terreno onde se instalou o Canecão não pertence a UFRJ, e sim à Santa Casa de Misericórdia. Portanto, a UFRJ não teria legitimidade para requerer a reintegração de posse.

Tomara que consigam anular a sentença e que o Canecão seja devolvido aos seus donos. Amiga da onça essa UFRJ, querendo privar os cariocas de uma ótima casa de espetáculos. Já são tão poucas e o carioca já vive tão sem alento por causa da violência. E a UFRJ querendo baixar o nosso atral.


1 comentrio



Pente Fino (C) Todos os direitos reservados
Desenvolvido por Mariely Del Rey | Powered by Wordpress