- 01 / 03
- 2011
Nada muda na Festa do Oscar
Na festa do Oscar, tão badaladas nas tevês internacionais, a cada ano se vê uma repetição da mesmice e um desfile de figuras robotizadas.
O jornalista peruano Rodrigo Bedoya do jornal “El Comercio”, num protesto que bem resume o espírito da premiação, disse o seguinte:
“Para o raciocínio crítico do cinema contemporâneo, o resultado do Oscar não acrescenta nada. Ele apenas representa aquilo que Hollywood considera significativo para se sustentar como indústria cinematográfica. E aquilo que Hollywood crê ser importante, o mundo (“tolamente, eu acho”) acaba sendo convencido a considerar importante.”
Hollywood só premia filmes americanos, britânicos e alguns europeus. A premiação do magnífico filme argentino, “O Segredo dos seus Olhos”, no ano passado, se não me engano, foi exceção.
Apesar desses preconceitos cultivados por Hollywood contra a indústria cinematográfica estrangeira, principalmente a latina e a sul-americana foram merecidos os prêmios recebidos por Colin Firth por sua interpretação no “Discurso do Rei”, um filmezinho medíocre, salvo pelo desempenho de Colin Firth e do excelente ator australiano, Geoffrey Rush, e Natalie Portman, estupenda no fabuloso filme “O Lago dos Cisnes”.
Escrito por Lúcia Reis, Pente Fino é um blog destinado a investigar as notícias. 








