- 21 / 09
- 2010
E lá se foi o Wesley Duke Lee
Pois é, ainda não chegou a vez de escrever sobre a magnífica cidade de Blumenau a quem devo uma sincera homenagem.
Hoje sou obrigada a registrar o falecimento de um grande artista, o Wesley Duke Lee, que faleceu na semana passada, se não me engano na mesma data em que morreu o Fausto Wolff, outra incrível personalidade.
Conheci, pessoalmente, o Wesley quando morei na cidade de São Paulo, na década de setenta. Eu o vi pintando, recebendo os amigos na casa em que morava em Santo Amaro, que tinha a aparência de um loft gigantesco. Pé direito altíssimo e as paredes repletas de quadros arrebatadores de sua autoria. O Wesley era fora de série, muito engraçado, divertido, mas às vezes meio difícil de conviver. Talvez porque naquela época não estivesse à altura de sua amizade, mas onde quer que ele se encontre, espero que saiba que o admiro muito como ser humano.
Ontem me lembrei dele ao assistir a um concerto no Municipal, com um conjunto de jazz de New Orleans. Era a música que o Wesley apreciava: cerebral por momentos, mas de repente com enorme calor humano.
Escrito por Lúcia Reis, Pente Fino é um blog destinado a investigar as notícias. 








