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  •     01 / 07    
  •     2010    

O Susto da Primeira Noite em Floripa

Publicado em: Viagens
Escrito às 19:56 | Link Permanente

O hotel onde nos hospedamos, Jurerê Beach Village, é muito moderno e o nosso apartamento, com vista lateral para o mar, era relativamente pequeno, porém acolhedor e com camas confortáveis. Dormimos bem ali, embaladas pelo ruído gostoso das ondas do oceano.

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Nesse primeiro dia almoçamos no hotel, porque estávamos famintas e sem disposição de procurar outro restaurante. A comida do restaurante do hotel nada tinha de excepcional, era até meio sem paladar, mas, em compensação degustamos um Chardonnay argentino que nos fez esquecer a falta de sabor do peixe servido à mesa.

Depois do almoço, pernas para que te quero, fomos explorar os arredores e aproveitamos para caminhar um pouco pela praia. A praia de Jurerê tem um cenário magnífico, que foi bastante fotografado por nós, tanto de dia quanto de noite, no por do sol e no amanhecer, conforme atestam as fotos abaixo.

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No inverno, calculo que a água deve ser gelada, razão pela qual a praia se achava praticamente vazia na época em que estivemos lá, mas no verão deve encher de gente.

Em Jurerê Internacional há um conjunto comercial próximo ao hotel Campanário, com cafés na calçada, sapatarias e lojas muito finas, com preços lá nas alturas. Como já disse, Jurerê Internacional é bairro de milionários e, se conseguimos nos hospedar ali, foi só por causa da baixa estação. Se fosse no verão ou na primavera seria impossível.

De volta ao hotel, telefonei para uma grande amiga que se mudou para Florianópolis. É a Susi uma mulher encantadora e super-inteligente, com quem adoro conversar. Marcamos uma saída e combinei de apanhá-la em sua casa e, depois, jantar ou lanchar em algum lugar. Sou mais de lanchar do que de jantar.

No trajeto longo até à casa da Susi, que fica no continente numa distância de 30 quilômetros, fui surpreendida por telefonema do Banco do Brasil, desconfiado de compras feitas com meu cartão de crédito e pedindo confirmação. Levei o maior susto, porque eram inúmeras compras – só no site submarino mais de quinze – e os valores consideráveis. Informei que não tinha feito aquelas compras absurdas e o Banco do Brasil avisou que cancelaria o cartão, substituindo-o por um novo. O funcionário do banco, percebendo meu nervosismo, tentou me acalmar e aconselhou-me a entrar em contato com a administradora do cartão de crédito, a fim de contestar as compras e impedir os débitos no cartão.

Pronto, vi minha viagem indo por água abaixo praticamente no início por causa de uma notícia péssima. Era só o que me faltava me tornar vítima de clonagem de cartão, longe de casa e sem acesso ao computador.

Mal cheguei ao apartamento da Susi e rápido lhe contei o acontecimento, pedindo licença para usar o telefone, porque nessas horas me atrapalho toda com o celular. Liguei para a administradora do cartão de crédito, identifiquei-me e lhe relatei que alguém usara indevidamente o cartão. A administradora tomou nota das informações e orientou-me a enviar um fax para um número que me forneceu o quanto antes. Mas como poderia enviar o maldito fax, se estava em viagem? Foi o que argumentei.

-“Isso pode ser feito no prazo de quinze dias úteis, mas quanto antes a senhora encaminhar o fax, melhor”, falaram-me.

Resolvi fazê-lo do hotel em Joinville e decidi não pensar mais no assunto problemático, pelo menos, até segunda-feira, quando então mandaria o fax. Seria injusto estragar o encontro com Susi e o clima da viagem.

Fomos jantar no Chico Toucinho, pizzaria popular em Floripa, e o resto da noite transcorreu de forma agradável e tranqüila, apesar da preocupação que às vezes irrompia, embora tentasse ignorá-la.


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