6º dia em SC – Visita a São Francisco do Sul
Pensei em escrever aqui sobre a aula prática de fotografia de domingo passado, quando visitamos o Morro da Conceição, mas preferi deixar para depois e antes terminar o relato da viagem à Santa Catarina que, aliás, está bem atrasado.
O dia 15 de junho prometia ser complicado, porque na parte da tarde, por volta de 15.00 horas, ou 15.30, já não me lembro mais do horário exato, seria realizado o jogo do Brasil contra a Costa do Marfim e o país haveria de parar. Se fossemos sair, ou planejar alguma excursão, com certeza não teríamos condução.
Combinamos de fazer um passeio até São Francisco do Sul na parte da manhã e de tarde assistir ao jogo no hotel.
São Francisco do Sul é um porto, que fica próximo de Joinville, e é também uma das três cidades mais antigas do Brasil. Conforme as fotos demonstram, manteve o cenário tradicional com belas construções da época colonial que foram preservadas.



À noite depois do jogo lanchamos numa das cafeterias do Shopping Mueller, mas antes disso ainda tiramos algumas fotos de Joinville como despedida.

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5º dia em Sc – Joinville
No nosso 5º dia de viagem, 14 de junho de 2010, acordamos com disposição para encarar uma longa caminhada, desde o hotel Blue Tree até o Museu da Bicicleta.
Foi pena que o museu não estivesse aberto, porque se encontrava em obras. Aproveitamos para descansar um pouco na pracinha em frente ao museu. No retorno fotografei a casa aí abaixo, porque estranhei ver uma moradia tão charmosa em pleno abandono. Se fosse aqui no Rio, já teria sido invadida.

À tarde fizemos um passeio à Estrada Bonita. É uma zona rural de Joinville com diversas chácaras em estilo europeu, local bucólico como se pode ver nas fotos abaixo.


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4º dia em SC – Flanando por Joinville
Depois do lauto almoço no Biergarten, resolvemos perambular pela cidade, o que é muito fácil, primeiro, porque as calçadas não têm aquelas pedras portuguesas feitas com o objetivo de jogar os idosos e quem usa salto no chão e, segundo, porque os lugares próximos ao centro são relativamente planos. Além disso, Joinville não tem um traçado confuso, você chega sem dificuldades a qualquer lugar, daí mais uma razão para não entender por que o motorista que nos trouxe de Florianópolis até aqui se confundiu.

Caminhamos por diversas ruas e chegamos a uma praça cercada de palmeiras onde, no fundo, se encontra o Museu dó Imigrante que, por sorte, estava aberto à visitação.

No interior do Museu do Imigrante, vimos os móveis e objetos que guarneciam as casas dos primeiros colonos, de origem alemã, norueguesa e suíça. Nas paredes observamos os retratos de pessoas muito compenetradas e nos transportamos a outra época.
No jardim que existe atrás do prédio vimos uma graciosa residência no estilo enxaimel e visitamos uma dependência externa do Museu do Imigrante, que contém as carroças e as carruagens utilizadas como transporte.

Após a visita ao Museu do Imigrante, descobrimos uma casa de chá chamada Vitoria, na qual fizemos um lanche noturno suculento: canapés, croissants, biscoitinhos, tortas, tudo muito fino e delicado. Como o local estava repleto, tive a impressão que as mulheres da cidade se reúnem ali, regularmente, para discutir assuntos de interesse comum.
Joinville tem um shopping center vistoso denominado Mueller, que fica aberto até às dez da noite. Nesse shopping center há uma loja de mais de um andar, na qual pode-se comprar tudo quanto é artigo e material para decoração e construção.
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4º dia – Partida de Florianópolis para Joinville
A partida de Floripa para Joinville estava marcada para o dia 13 de junho às 10.00 horas. Antes de sairmos do hotel, Astrid e eu demos uma caminhada pela praia de Jurerê, para nos despedirmos do local. Sentíamos uma pontinha de saudade, porque, apesar de ser longe do centro urbano e difícil de a pessoa se deslocar, a estadia em Jurerê foi super-agradável.
Fechamos a conta do hotel, a recepção providenciou a descida das malas e aguardamos no saguão a chegada do motorista, que nos levaria à Joinville, mas nada do homem aparecer. Liguei para a Iguatur e me garantiram que, dentro de poucos minutos, ele estaria na porta do hotel.
Esses poucos minutos transformaram-se numa boa meia hora. Saímos de Jurerê às 10.40.
Devo dizer que a fisionomia do motorista, que veio nos apanhar, me deixou cabreira. Comentei com a Astrid que o rapaz não me inspirava confiança, inclusive tinha cara de vampiro. O rosto dele era pálido, fino e comprido, com o queixo pontudo. Ele usava um topete armado com gel, semelhante ao topete do Edward Cullen da série Crepúsculo. Talvez o penteado tenha se tornado moda entre os jovens, mas naquele motorista dava um ar sinistro.
Além de ter cara de vampiro, o motorista não falava quase nada e mal respondia às perguntas que lhe fazíamos. O pior é que não sabia dirigir; corria sem necessidade e freava sem motivo. De um modo geral, não me incomodo com motoristas que têm a mania de correr, mas desde que tenham pleno domínio do volante. O sósia de vampiro não tinha e quase provocou um desastre. Num determinado trecho da estrada, distraiu-se e o carro caiu numa valeta. Foi um verdadeiro milagre que não tivesse capotado.
Ao nos aproximarmos de Joinville, ele meio que se perdeu ao entrar na cidade. Deve ter escolhido o caminho pior, pois a primeira impressão que tive de Joinville foi horrível. Achei que lembrava uma das zonas mais feias da Baixada. A impressão se desfez quando alcançamos o centro da cidade. Ele custou a localizar o hotel, teve que pedir informações a um transeunte e, mesmo assim, demorou a acertar a direção.
Respiramos aliviadas quando nos vimos livres do motorista no ambiente agradável e sereno do hotel Blue Tree.
Em Joinville fizemos questão de provar a comida alemã e a recepcionista do hotel nos recomendou o restaurante Biergarten onde almoçamos.
Ela acertou em cheio. Domingo era dia de um excepcional bufê com marreco recheado, repolho roxo, purê de maçã, Bratkartoffeln, saladas fresquinhas e outros petiscos. Quando trouxeram o pão preto caseiro, lambi os beiços.Suspirei ao provar o chope levíssimo e excepcionalmente bem tirado. O Biergarten é realmente um local fora de série. Atmosfera descontraída, comida e bebida de primeira, garções e garçonetes amáveis e prestativos. Um lugar para ninguém botar defeito.
Um detalhe curioso do Biergarten é o trenzinho que circula de um lado para outro no teto. Não sei se a foto ilustra bem, porque não ficou muito nítida, mas dá uma idéia. E não podia faltar uma foto da Astrid com a sua caneca de chope.


ESTAVAMOS FELIZES DA VIDA! Depois continuo com Joinville
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Mil Palavras valem mais do que uma Fotografia?
A razão do título acima deve-se à conversa de ontem com nosso grande amigo Élcio, que lembrou o livro de Susan Sontag com esse mesmo nome, mas sem o ponto de interrogação, já que a autora julgava que as palavras valiam mais do que a fotografia.
Não sei não. Há fotografias que falam e há livros que são fotográficos.
Entre as fotografias que falam, mostro a que se encontra aí em baixo que tirei de um sujeito de frente para o mar na Praia de Camboriu.

Tive a impressão que o homem conversava com o mar e fiz questão de registrar esse diálogo.
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3º dia em Florianópolis – Passeio na Região Sul da Ilha
No sábado, dia 11 de junho, nosso terceiro dia em Florianópolis, contratamos novamente a Iguatur para nos levar a um passeio à região sul da ilha.
Desta vez fomos só Astrid e eu, porque o casal simpático da véspera preferiu ir ao Beto Carreiro, programa que não nos atraiu.
A região sul da ilha, segundo nos informou o guia e motorista, é mais tradicional e não tão sofisticada e desenvolvida quanto a região norte onde se encontra Jurerê. O sul da ilha ainda é habitado pelos pescadores, descendentes de açorianos.
Li que o povoamento da Ilha de Santa Catarina teve início entre 1651 e 1673, por iniciativa do bandeirante Francisco Dias Velho, que enviou seu filho, José Pires Monteiro, com mais de 100 homens, para estabelecer um empreendimento agrícola que, inicialmente, recebeu o nome de Nossa Senhora do Desterro.
Desterro foi o primeiro nome com que Florianópolis foi batizada e, acreditem ou não, tem gente empenhada em promover a troca do nome atual, Florianópolis, pelo antigo, Desterro, o que, além de ser ridículo nessa altura dos acontecimentos, poderá até atrair uma sina ruim para a ilha. Desterro é nome ligado a exílio, a dor e sofrimento. Para que botar um nome desses numa ilha tão bonita? É o que me perguntei ao escutar a informação.
Os primeiros habitantes da ilha foram os sambaquis, que se alimentavam de peixes e eventualmente de moluscos. Depois vieram os índios tupi-guaranis, os bandeirantes e, finalmente, em 1747 o governo português aliciou colonos das ilhas da Madeira e de Açores, para participar da colonização de Santa Catarina.
Um episódio deplorável na história de Santa Catarina foi a caça das baleias patrocinada pela Coroa Portuguesa.
Embora nunca houvesse representado incentivo ao desenvolvimento da região, pois a maioria do óleo extraído da baleia era enviado a Portugal, a caça às baleias continuou sendo estimulada por causa da necessidade de abastecer com água e alimentos vários baleeiros norte-americanos que, sorrateiramente, praticavam o contrabando de escravos. O mais revoltante é que da boca para fora condenavam o tráfico de escravos, mas por debaixo dos panos o praticavam, angariando lucros consideráeis através dessa atividade.
Por aí se vê que vem de longa data a hipocrisia com que certos episódios da história do país são tratados.
Mas continuando com o passeio à região sul da ilha, devo dizer que esse pedaço mais tradicional de Florianópolis me encantou, porque grande parte dele conserva as construções coloniais de antigamente, a exemplo de Ribeirão da Ilha, lugar que serviu de cenário para a novela Como uma Onda da Rede Globo. Ali aproveitamos para tirar fotos do mar que parecia uma lagoa de tão tranquilo e da praça com a singela igrejinha.
Estivemos em Campeche de onde se avista a ilha de Campeche. Soube que os turistas costumam contratar com pescadores, donos de barcos, uma visita àquela ilha, mas não me animei a fazer a travessia até lá, porque o mar, bastante bravo, me assustou. Contudo, para quem é mais corajoso, deve ser uma aventura empolgante conhecer as belezas naturais da ilha de Campeche.

Almoçamos o bufê de frutos do mar no Bar do Arantes em Pântano do Sul, uma praia extensa. O bar do Arantes oferece uma comida caseira muitíssimo gostosa e por isso tornou-se popular entre os turistas e os pescadores.
Coloquei as fotos dos nossos primeiros passeios nos seguintes endereços na Internet:
1) Praias e Cenários de Floripa: http://jalbum.net/browse/user/album/657078/
2) Jurerê 3: http://jalbum.net/browse/user/album/656870/
3) Jurerê 4: http://jalbum.net/browse/user/album/658027/
Ontem tinha esquecido de comentar a visita ao Convento de Nossa Senhora de Fátima (creio que este é o nome, se não me falha a memória), situado sobre um penhasco de onde se descortinam ao longe a praia da Armação e a lagoa do Peri, também visitada por nós.
Apesar da fantástica vista, a silhueta do Convento de Fátima é tão sinistra, com todas as janelas fechadas, que chega a provocar arrepios. A gente fica imaginando que lá dentro existem seres aprisionados ou fantasmas assustadores.


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2º dia em Florianópolis – Passeio pela região norte da Ilha
No nosso segundo dia em Florianópolis, a Iguatur nos levou para um passeio no centro da cidade, na Lagoa da Conceição e nas praias da região norte da ilha.
Infelizmente, o trecho inicial do passeio foi prejudicado pela forte chuva que caía. Um casal de São Paulo, muito simpático, foi em nossa companhia. Contaram-nos que, com a viagem à Santa Catarina, completavam a segunda fase da lua de mel.
Tentei tirar fotos do mirante próximo à Ponte Hercílio Luz, que antes ligava a ilha ao continente, mas não ficaram boas por causa da chuva.
Do mirante fomos para uma loja de malhas, de licores e outros produtos locais. Lá comprei um casaco preto e bege bastante moderninho e logo comecei a usar, para me proteger contra o frio daquele dia chuvoso.
A próxima parada foi em outro mirante onde avistamos a bucólica Lagoa da Conceição. A chuva havia amainado um pouco, mas as fotos não fizeram justiça ao local, como teriam feito se o dia fosse de sol.

Em seguida, visitamos o Ponto de Vista de onde se vê outro trecho da bela Lagoa da Conceição. Mesmo com tempo ruim, o local é tão encantador que não dá vontade de sair de lá.
Almoçamos no restaurante Dois Irmãos na Barra da Lagoa. Ao chegar ali, o tempo já havia melhorado bastante e conseguimos tirar boas fotos, o que nos alegrou. A comida no restaurante Dois Irmãos era uma verdadeira delícia, com saladas fresquinhas e camarões enormes e saborosos.
No retorno a Jurerê paramos na Praia dos Ingleses, que recebeu esse nome porque ali naufragou um barco de piratas ingleses. Não sei dizer ao certo, se eles sobreviveram, mas o aspecto da praia, com seu mar tempestuoso me fez imaginar lendas mirabolantes envolvendo os ingleses.
As últimas praias visitadas foram Canas Vieiras, reduto dos argentinos, e Cana Jurê, bem pertinho de Jurerê. Lindo passeio, AMEI
Uma curiosidade que achei interessante, mostrada pelo guia, foi a coruja buraqueira que faz seu ninho dentro da areia.
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De quem é a culpa da derrota do Brasil
Uma breve interrupção sobre o relato da viagem à Santa Catarina para comentar o assunto acima.
Dado o clima de euforia patrocinado pela imprensa, que faz o país parar durante os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo, tive certeza que essa mesma imprensa que incentiva o clima de ôba ôba logo trataria de arrumar um vilão para explicar o fracasso no jogo contra a Holanda.
Não deu outra. Um dos vilões escolhidos, obviamente, foi Dunga que se recusou a bajular a imprensa e o outro foi o Felipe Melo que deu azar de efetuar o gol conta o Brasil e se descontrolou.
Agora a imprensa, que tinha a obrigação, como formadora de opinião, de tratar o futebol como um esporte, ao invés de como questão de vida ou morte para os brasileiros como vinha acontecendo, se esmera em dizer que o Dunga é o único responsável pela derrota da seleção.
Menos, menos, aprendam a olhar as situações com mais humildade e aprendam também que, se houve responsabilidade, ela é em grande parte de vocês, jornalistas, que pressionam e cobram o time brasileiro, como se perder ou vencer fosse algo previsível, quando não é, pois a vitória e a derrota são e continuarão sendo duas grandes incógnitas.
Espero que não incentivem a idéia de que o Brasil tem que ganhar, apenas, porque a Copa de 2014 será jogada aqui. Ninguém pode garantir essa vitória. É preciso olhar o esporte como diversão, como algo bonito e estimulante, e não como uma guerra, como vocês gostam de fazer.
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