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  •     2010    

Viagem à Santa Catarina: Chegada em Jurerê

Publicado em: Viagens
Escrito às 21:01 | Link Permanente

Interrompi as mensagens no blog, porque, primeiro, o curso de fotografia no Ateliê da Imagem começou a ocupar parte do meu tempo livre e depois viajei para Santa Catarina com minha filha, permanecendo lá dez dias.

Retornei no dia 20 de junho, bastante saudosa dos dias fabulosos de viagem. Agora digo que foram fabulosos, mas no começo estava com enorme receio de viajar. Quando se atinge certa idade, a pessoa tende a se apegar demais às suas comodidades e essa atitude não é muito sábia, porque nos impede de viver experiências gratificantes e de conhecer novos lugares. Resolvi reagir contra ela.

Na verdade, o que pesou mais na minha relutância de viajar foi o pavor que tenho de aviões, grandemente aumentado pelas notícias que se lê na imprensa sobre desastres. Como a minha filha contava com essa viagem, tentei ignorar um pouco o medo do avião e embarcamos, no dia 10 de junho, no Galeão com destino ao aeroporto Hercílio Luz em Florianópolis.

O nosso vôo era da TAM, que sai do Rio de Janeiro às 10.30 horas e chega em Florianópolis, mais ou menos às doze horas. Enquanto aguardava o momento de embarcar, a ansiedade me dominou e fui mais de uma vez ao toalete. Sem exagero, tremia por dentro e sentia ou imaginava sentir palpitações, já imaginando ter uma síncope durante o vôo, tal como aconteceu com um amigo meu.

Em matéria de vôos, não sou marinheiro de primeira viagem. Já fiz inúmeras viagens aéreas à Europa e aos Estados Unidos, mas, como de uns tempos para cá, tenho viajado menos, creio que desacostumei e, influenciada pelo noticiário dos jornais e pelo que aconteceu com meu amigo, passei a ter medo de voar.

Contrariando as expectativas mais sinistras que me apavoravam, o vôo no Airbus 320 foi tranqüilo e partiu do Rio de Janeiro e chegou em Florianópolis pontualmente. Respirei aliviada quando o avião pousou no aeroporto Hercílio Luz, porém ainda com uma pontinha de medo ante a perspectiva incomoda de enfrentar dez dias após o vôo de retorno ao Rio.

O motorista da agência de turismo, Iguatur, nos aguardava no aeroporto e nos levou ao hotel situado em Jurerê Internacional, balneário marítimo situado na parte norte da ilha de Florianópolis. Jurerê Internacional é um “resort” de milionários que tem o inconveniente de ser distante do centro da cidade e de qualquer condução. Quem não dispõe de condução própria fica à mercê de táxis e de vans caríssimos.

No trajeto para o hotel já deu para perceber que Florianópolis é um lugar aprazível, impressão esta que se consolidou quando chegamos em Jurerê. Este lugar é o que a Barra da Tijuca deveria ser e acabou não sendo por causa da especulação imobiliária e da crônica falta de segurança do Rio de Janeiro. As avenidas são largas, impecavelmente limpas e as casas e prédios de três andares, no máximo, não têm grades nem muros ocultando os belos gramados.

Jurerê lembra bastante os condomínios da Flórida, próximos à Miami nos Estados Unidos. As mansões de Jurerê não ficam nada a dever às de Coral Gables e outros locais chiques da América. É preciso ter muita bala na agulha para morar, ou desfrutar de uma temporada de verão em Jurerê. Vejam as fotos.

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Continuarei com o relato das peripécias da viagem nas mensagens seguintes.


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