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  •     30 / 04    
  •     2010    

Será que a promotora aposentada acusada de torturar uma criança será punida?

Publicado em: Joinville
Escrito às 17:59 | Link Permanente

Se existe algo que me causa indignação e revolta é saber que um ser indefeso, tanto pode ser um idoso quanto uma criança é vítima de maus tratos.

Essa indignação transforma-se em frustração e revolta contra as autoridades, quando estas não tomam as providências necessárias contra os autores dessas iniqüidades. Há anos atrás uma socialite de São Paulo espancou até a morte uma criança que havia adotado. Ao invés de ser punida, a socialite foi absolvida, sob a alegação de que estava embriagada e não tinha consciência do que fazia.

Agora outra mulher, também com uma vida cercada de privilégios e mordomias, aposentada precocemente do cargo de promotora, é acusada de torturar e espancar uma pobre criança de dois anos de idade e já sofro por antecipação. É que tenho a quase certeza que a justiça nada fará para punir essa criatura. Vão inventar milhões de desculpas, para que ela saia incólume desse caso tenebroso.

Se ela fosse uma pessoa comum e, ainda por cima, pobre e sem recursos, provavelmente já estaria presa e comendo o pão que o diabo amassou, tal como a garota de dez anos que sofreu estupros sucessivos na cadeia lá no Pará, mas como é promotora está a salvo dos rigores da lei. O máximo que pode lhe acontecer é prestar serviços comunitários.

Pergunto-me também se nenhuma psicóloga opinou sobre as condições emocionais da mulher antes de autorizarem a adoção. Se fosse qualquer outro indivíduo, viriam com milhares de exigências, porém como é a doutora Fulana, todo mundo faz vista grossa e fica tudo por isso mesmo.


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  •     27 / 04    
  •     2010    

Como controlar a Exposição (Custei e ainda não aprendi de todo)

Publicado em: Joinville
Escrito às 21:13 | Link Permanente

Demorei a escrever aqui e também abandonei um pouco meus amiguinhos do Twitter, porque fiquei absorvida pelas tentativas de entender e testar as lições do curso de fotografia no Ateliê da Imagem.

No começo, me confundi muito com o controle da exposição. Ainda apanho bastante desse controle, porque volta e meio as minhas fotos tendem a ficar superexpostas.

OLHA AÍ

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É uma loucura manter o fotômetro engatilhado no ponto certo, na hora de focar e apertar o botão de disparo. Os números do fotômetro da câmera ficam andando para lá e para cá e eu brigando com a velocidade do obturador e com a abertura, ou fechadura, do diafragma. Uma doideira só.

Mas eis que aprendi um pouco sobre Controle da Exposição, que desejo registrar aqui, se é que servirá de utilidade para alguém. Mas, primeiro, vamos aos conceitos que também me ajudam a lembrar os princípios mais básicos

Exposição é o tempo em que o material fotossensível (filme ou sensor) ficará exposto à luz.

Por falar em luz, o professor Paulo Bartelli disse que fotografia significa registro da luz, mas prefiro imaginar as fotografias como desenhos ou pinturas da luz. Na minha mente, os fotógrafos, quando são artistas, desenham com a luz.

A seguir, conceitos mais complicadinhos. Falo isso, porque levei tempo para entendê-los.

Diafragma é o espaço de abertura para a luz.

Na minha câmera, que é uma Cânon EOS Rebel Ti1, para mexer no diafragma tenho que selecionar AV e girar a rodinha do obturador até chegar à abertura, ou fechadura, desejada.

Obturador é o controle da velocidade da luz.

Quando se mexe no obturador, mexe-se com o tempo de exposição.

Superexposição: É excesso de entrada de luz por mais tempo do que necessário. VOCÊS VIRAM NA FOTO ACIMA O RESULTADO.

Subexposição: É pouca entrada de luz, por menos tempo do que necessário.

O obturador e o diafragma trabalham sempre juntos, para produzir a exposição correta. Nesse trabalho conjunto a intensidade da luz é controlada pelo diafragma.

Princípio da Reciprocidade De todas as definições que encontrei cheguei à conclusão que é a compensação entre o grau de abertura do diafragma e o tempo de exposição, com o objetivo de se chegar à iluminação correta do objeto a ser fotografado.

Uma boa exposição é aquela em que se consegue preservar a integridade do objeto tanto na luz quanto na sombra, mantendo um equilíbrio entre esses extremos. Em termos subjetivos é obter uma fotografia tal e qual a imaginamos.

A medição da luz é um processo que envolve dois instrumentos: o fotômetro e o nosso cérebro. Não podemos confiar, apenas, no que a máquina informa; ela apenas nos fornece dados. Nós é que temos de organizá-los, mentalmente, para alcançar o resultado desejado, tirando uma boa fotografia.

O fotômetro procura se aproximar sempre da mediana, pois não sabe distinguir se estamos fotografando um gato preto ou um gato branco. Procurando se aproximar da mediana, o fotômetro transformará qualquer um dos dois num gato cinza.

Por isso temos que avaliar a informação que nos é dáda pelo fotômetro.

É ai que entra o segundo "instrumento", que é o nosso cérebro. Se vamos fotografar um gato branco temos que "dar" mais exposição; "dar" mais luz, de modo que o gato branco fique realmente branco. Agora quanto mais luz devemos dar é uma coisa que, segundo os mestres, só se adquire com experiência,.mas de um modo geral..o branco é 2 stop’s mais claro que o médio. Cor de rosa, amarelo, azul claro são um stop mais claro que o médio.

Vermelho, azul, dourado, verde, laranja e púrpura estão no médio. Castanho-escuro, azul marinho, verde floresta, e chocolate são um stop mais escuro que médio.

São 3 (três) os fatores que determinam e permitem o controle da exposição:

1) Abertura do diafragma

2) Velocidade do obturador e

3) Sensibilidade do filme

Todos esses fatores são medidos em stops, grosseiramente traduzido como pontos de parada.

1) Abertura do Diafragma

Para simplificar, pode-se dizer que abertura é o tamanho do espaço por onde passa a luz que atinge o material fotossensível (filme ou sensor).

Em princípio, na escala de uma lente poderão haver as seguintes aberturas:

1.4 – 2.8 – 4 – 5.6 – 8 – 11 – 16 – 22 – 25

Esses números, geralmente, são precedidos da letra “f”, para designar que se trata de aberturas. Nem todas as lentes têm esses números, algumas podem ter mais ou menos. Cada número deixa passar METADE ou o DOBRO de luz da abertura anterior/seguinte, ou seja, um stop a mais ou 1 stop a menos.

Ai, meu Deus, pensar em termos de STOP me enlouquece!!!!

Às vezes surgem confusões sobre o tamanho relativo das aberturas e sua numeração, porque estamos falando de frações e, sendo assim, ¼ (f4) é muito maior do que 1/16 (f16). Em resumo, os números pequenos deixam passar mais luz, têm um espaço muito maior que os números grandes, como f16 e f22.

APRENDEU, FINALMENTE, LUCIA REIS?

Por exemplo f8 deixa passar o dobro da luz que f11 e metade da luz de f5.6.

As aberturas ditas grandes ou luminosas como f1.4, f2.8 têm uma profundidade de campo muito menor que as aberturas pequenas, como f16 e f22.

Profundidade de Campo: Por profundidade de campo entende-se a zona além ou aquém do objeto focado que apresenta nitidez relativa, ou seja, que parece estar focada. Quanto maior for a profundidade de campo, mais área da fotografia parece nítida. Quanto menor a profundidade de campo, mais a nitidez se concentra no objeto focado e menos no resto da imagem. EITA.

A profundidade de campo varia de acordo com o grau de abertura do diafragma. Quanto maior for a abertura do diafragma (números de stop pequenos), menor será a profundidade de campó e quanto menor for a abertura do diafragma (números de stop grandes) maior será a profundidade de campo.

É importante perceber que grande parte do impacto visual da imagem resulta da profundidade de campo que, a partir de agora, será chamada de DOF do original inglês Depth of Field. Chique, não?

2) Velocidade do Obutador é o lapso de tempo em que a luz passa por um determinado espaço, ou seja, a abertura do diafragma, para se gravar no sensor, ou no filme, formando a imagem.

As câmeras poderão ter as seguintes velocidades no obturador: 1; ½; ¼; 1/8; 1/15; 1/30; 1/60; 1/125; 1/250; 1/500; 1/1000 e assim por diante. Algumas têm também o B (Bulb), dispositivo que permite que o obturador permaneça aberto ad infinitum até ser manualmente fechado.

Para todos os efeitos e tal como nas aberturas, à cada mudança de velocidade corresponde 1 stop; ou seja, cada mudança faz-se ou para o dobro ou para metade do tempo.

Em determinados modos de exposição de algumas câmeras, é possível escolher valores intermediários. Por exemplo 1/60 é meio caminho entre 1/30 e 1/125 ou nas máquinas mais modernas 1/20 é um terço de stop mais rápido que 1/15. Assim é possível medir a luz até um terço de stop.

Quando se usam velocidades rápidas (1/250; 1/500; 1/1000,etc) todo a ação parece que congela, todo o movimento é parado ao passo que nas velocidades lentas acontece exactamente o contrário; há uma fluidez de movimentos; de cores e de formas.

As velocidades rápidas são usadas, normalmente, para fotografar a prática de esportes e certas cenas da natureza como, por exemplo, uma cachoeira ou um rio.

Há três maneiras de se registrar o movimento:

1) Congelado: com o obturador em velocidades rápidas

2) Borrado: com o obturador em volocidades lentas

3) Panning: com a máquina acompanhando o movimento.

3) Sensibilidade do Filme ou do Sensor

A sensibilidade é a capacidade química do filme ou do sensor de reagir à luz. Essa capacidade é medida em ISO.

Os filmes ou sensores ditos lentos (ISO menor do que 100) precisam de mais luz para obter uma exposição correta, enquanto que os filmes ou sensores rápidos (ISO 800, 1600,etc) já não precisam de tanta luz para produzir exposições corretas.

Tal como as velocidades de obturação e as aberturas do diafragma a sensibilidade de um filme, ou de um sensor, também "mexe" com stop’s; um ISO 100 é um Stop mais rápido que um ISO 50 e 3 vezes mais lento que um ISO 800.

Se soubermos a exposição correta para determinado filme ou sensor, poderemos determinar a exposição correta para todos os filmes e sensores e em todas as combinações possíveis.

Desde que saibamos qualquer valor de uma exposição correta, podemos, ao raciocinar em stops, chegar a mesma exposição correta, usando outro ISO, outra velocidade de abertura e outro diafragma, por exemplo. É o mesmo que trabalhar 4 horas e ganhar 5 reais por hora, ou trabalhar 5 horas e ganhar 4 reais. Acaba-se sempre com vinte reais. Na exposição compensa-se uma abertura de diafragma menor com uma velocidade mais lenta e uma abertura de diafragma maior com uma velocidade mais rápida, numa proporção de stops. É assim que funciona o Princípio da Reciprocidade.

Se quiserem verificar meus progressos, vejam na barra de navegação ao lado o resultado de minhas incursões fotográficas mais recentes.


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  •     20 / 04    
  •     2010    

Pena de Morte é Inaceitável – Não se Pune um Erro com Outro Maior

Publicado em: Joinville
Escrito às 18:27 | Link Permanente

14877213 Toda vez que ocorrem crimes que despertam grande comoção, como a morte de Isabela Nardoni e a de seis rapazes executados em Goiás por um psicopata, surgem pessoas levantando a odiosa bandeira da pena de morte.

Nessa esteira surgem políticos oportunistas, que se aproveitam para potencializar os sentimentos de revolta do povo e ganhar votos e adeptos, para seus sinistros projetos de implantação da pena de morte no país.

Outro dia mesmo fiquei chocada, quando um conhecido no twitter chegou ao ponto de defender a pena de morte, não só para os autores de crimes hediondos como também para os corruptos e os autores de crimes de colarinho branco, ou seja, aqueles cometidos por executivos e por quem lida com bolsa de valores e com instituições financeiras.

Choquei-me, porque tais posições extremadas podem alcançar níveis tais, capazes de justificar as medidas mais brutais contra quaisquer deslizes, mesmo os mais insignificantes. Não tarda muito e haverá um gaiato defendendo, em nome da moralidade, a pena de morte para os sonegadores de impostos, conceito vasto que abriga tanto aqueles que se valem de fraudes, quanto aqueles que não pagam por não ter meios, ou por entenderem que o imposto é indevido. Isso acontece com freqüência.

Por ser totalmente contrária a pena de morte, foi com satisfação que li no jornal O GLOBO de hoje, o artigo de Cláudio Cordone que tem como título “O Estado não deve matar”.

Cláudio Cordone traz dados que mostram que defender a pena de morte é defender o retrocesso. Todos os países já a aboliram, com a exceção da China, do Irã, do Iraque, da Arábia Saudita e dos Estados Unidos. Como se vê, esses países são a exceção, e não a regra. Nos Estados Unidos, inclusive caminha-se para a eliminação total da pena capital.

Tal como o autor do artigo, repudio a pena de morte, porque é uma punição cruel e degradante, que afronta a dignidade do ser humano, violando o direito à vida.

É um contra-senso defender o direito à vida e, ao mesmo tempo, aplicar a pena de morte àqueles que desrespeitam esse direito, punindo um erro com outro maior ainda.

A pena de morte é uma forma de assassinato ritualizado, a sangue-frio. Matar para mostrar que é errado matar é uma tremenda incoerência.

Não me convencem, tampouco, os argumentos que já me trouxeram e que levantam a questão do que eu faria, se uma filha minha fosse estuprada e assassinada. É óbvio que seria um sofrimento inconcebível, mas eu não estaria fazendo justiça à vida que foi ceifada, pregando o fim de outra vida.

Isso sem falar nos inocentes que foram executados, como já aconteceu inúmeras vezes. Reparar um erro jurídico, pondo um preso em liberdade é possível, mas como se repara o erro se o condenado já não existe mais por culpa desse erro?


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  •     19 / 04    
  •     2010    

Filmes feitos e Filmes Vistos

Publicado em: Cinema e TV
Escrito às 17:08 | Link Permanente

A minha caminhada matinal no domingo, com muita nebulosidade, me inspirou a filmar. Fiz um clipe. Na primeira versão, falei sobre a falta que senti da companhia de Astrid, que preferiu ir à praia na Barra, mas na segunda versão resolvi extirpar essa fala, porque achei que ficou piegas demais.

Achei que caia melhor inventar um fundo musical tipo New Age, para traduzir o sentimento da estranheza causado pelos céus cobertos de névoa. O filme ficou sem a minha voz, mas em compensação ganhou um som mais expressivo.

Pode ser visto no youtube. Quem gostar, não deixe de classificar, botando uma ou mais estrelas.

Vi dois filmes que peguei na locadora neste fim de semana. Um deles foi Lula, o Filho do Brasil, e o outro; um da série Crepúsculo, Lua Nova.

Após ver Lula, o Filho do Brasil comecei a entender, porque o público não se entusiasmou com o filme. A ação é demorada e cansativa, concentrando-se mais no lado sombrio da vida de Lula, na sua atuação no sindicato, na perda da primeira mulher, e nas dificuldades atravessadas por Dona Lindu, para criar sua prole, do que nos lados mais envolventes de sua trajetória, como o embate com Collor, sua persistência em superar os obstáculos para chegar onde queria, e o coroamento de seus esforços com a vitória nas eleições. Lula é um personagem riquíssimo, que podia ter sido muito melhor explorado por quem dirigiu o filme.

espaço-branco023 Em compensação, o filme “Lua Nova” da série Crepúsculo, do qual não esperava muito, me surpreendeu. Não que seja um filme de arrebatar, de fazer pensar, como os filmes de Almodavar, de Ridley Scott, ou de Buñuel, mas, porque ao contrário de “Lula, o Filho do Brasil”, é um filme que prende.

Para quem não conhece, a série Crepúsculo trata de figuras mitológicas como vampiros e lobisomens e gira em torno do romance entre uma adolescente, Bella, e outro adolescente, só que este é um vampiro, o que dificulta a evolução da história de amor, porque toda vez em que o rapaz, Edward, pensa em beijar a moça, logo vem o desejo de mordê-la e sugar o seu sangue.

Esse impasse só pode ser superado, se Isabella for transformada em vampira também, mas esta é uma possibilidade que assusta Edward. Quem assiste acaba torcendo para que o rapaz vença esse medo e transforme Bella numa vampira. O frustrante é que o filme termina, sem que isso aconteça.


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  •     19 / 04    
  •     2010    

Anotações do Fim de Semana

Publicado em: Joinville
Escrito às 14:48 | Link Permanente

A Imprensa Não Age em Favor dos Interesses do Cidadão

A imprensa, que tanto defende a liberdade de expressão, para si principalmente porque a dos leitores é ignorada, esmera-se em nome dessa liberdade em manipular os fatos e em defender bandeiras distanciadas dos interesses do cidadão.

Encontrei exemplos típicos e ilustrativos desse jogo conduzido pela imprensa, na página de editoriais do Globo, edição de 16/04/2010. Três temas foram montados para causar impacto psicológico no leitor, sendo o primeiro “Generosidades Eleitorais com o INSS”; o segundo, “Venezuela no reino do sim senhor”, e o terceiro “O Modelo Rousseff”.

Os temas acima parecem ter sido reunidos, com o único propósito de fazer com que a mente do leitor os vincule à pessoa de Dilma Rousseff como candidata à presidência.

O leitor inadvertido passa a raciocinar , a partir do primeiro tema, que o governo de Dilma irá estourar as contas públicas com gastos populistas em prol dos miseráveis, ou seja, aqueles que camadas da sociedade foram induzidas a acreditar como sendo marginais, ou vagabundos parasitas que sobrevivem à custa do Bolsa Família.

Pena que essas camadas não vejam que a imprensa, de um modo geral, age contra os legítimos interesses da sociedade e da classe média principalmente, na medida em que critica o aumento real para as aposentadorias, bem como o fim da absurda obrigação de contribuir para o INSS, imposta aos aposentados que retornam ao mercado de trabalho.

Mais absurda ainda é a obrigação de o aposentado do serviço público de continuar contribuindo, mesmo que não volte a trabalhar, e contribuindo como se estivesse na ativa. Se esse aposentado, por acaso, vier a trabalhar na iniciativa privada, aí a situação se torna mais séria, pois terá que contribuir para a previdência duplamente, ou seja, como inativo do serviço público e como empregado do setor privado.

Apesar dessas aberrações, a imprensa insiste na tecla que, com o envelhecimento da população, as contas do INSS não irão bater, sem contudo apresentar dados consistentes que confirmem tal afirmação, mesmo porque quem verdadeiramente entende de previdência sabe que a falácia sobre os déficits da previdência não se sustenta.

O segundo tema sugere uma vinculação entre Dilma e o presidente da Venezuela, pois insinua que um governo da candidata do PT transformaria o Brasil numa segunda Venezuela, insinuação esta que é reforçada pelo artigo de Nelson Mota, “O Lobo e a Raposa”, que dá a entender que Dilma, com seu passado de guerrilheira, facilmente partiria para a luta armada e a cubanização do Brasil. Ao finalizar o artigo, Nelson Mota que agora deu para ser analista político, conclui que a loba, isto é, Dilma, ama a luta.

O que se diz hoje de Dilma está bem próximo do que se dizia antigamente de Getúlio Vargas, nas eleições de 1950, e de Juscelino Kubitschek quando deu início à construção de Brasília.

A Genialidade Alheia nem sempre é Tolerada

O Caderno EU& é uma seção das sextas-feiras do Valor Econômico que leio com redobrado prazer.

Nesta última sexta-feira li a entrevista do maestro John Neschling, que teve o grande mérito de levantar a Orquestra Sinfônica de São Paulo, mas pelo visto não foi reconhecido, porque os cabeças do PSDB o demitiram do cargo.

Infelizmente, a genialidade alheia incomoda muita gente.

De qualquer forma, minha admiração pelo maestro só fez aumentar quando li, que ele prefere não comer a saborear comida ruim. É assim que se fala.

E por falar em comida, que falta de imaginação da maioria dos restaurantes paulistas e cariocas, que, ao invés de apresentarem pratos criativos com legumes e saladas, só cismam de servir risoto como acompanhamento. Pobreza total.


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  •     17 / 04    
  •     2010    

Tom Zé no Programa do Jô Soares

Publicado em: Joinville
Escrito às 01:17 | Link Permanente

Ontem à noite um dos ícones da cultura nacional, Tom Zé, esteve no programa do Jô Soares. Cantou uma das músicas de seus novos CD e DV, denominada Pirulito da Ciência. O Tom Zé deu um banho, extremamente criativo e inteligente.

Gravei a apresentação musical dele e mandei para o Youtube. Aqui vocês podem conferir.


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  •     15 / 04    
  •     2010    

Vídeo muito louco

Publicado em: Joinville
Escrito às 17:34 | Link Permanente

Olhem só que loucura esse vídeo. Não é meu, foi recomendado por um twitteiro, o @thevideos


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  •     15 / 04    
  •     2010    

Pesquisa de Opinião e Filmaço

Publicado em: Joinville
Escrito às 15:02 | Link Permanente

O portal Luis Nassif reproduz uma entrevista, publicada pelo jornal Valor Econômico, com Marcos Coimba do instituto Vox Populi, especializado em campanhas políticas. Na entrevista, Marcos Coimbra avalia as chances de Lula e de Dilma, fazendo uma análise das preferências da classe média brasileira. Segundo Coimbra, a classe média, principalmente no Sudeste, apenas tolera Lula, mas prefere José Serra.

146780 Já há alguns dias me propus descrever as impressões deixadas pelo magnífico filme argentino, O Segredo dos seus Olhos, protagonizado por Ricardo Darin e dirigido por Juan José Campanella, que arrebatou o Oscar do melhor filme estrangeiro. A premiação foi merecida.

O filme, para mim, foi fonte de inspiração e esperança, sinalizando que a pessoa não deve se abater pelas adversidades e sempre procurar correr atrás daquilo que quer.

O personagem do filme, Benjamin Esposito, interpretado por Ricardo Darrin, é escrivão de uma repartição da justiça penal e sonha em escrever um romance sobre um crime, que ocorreu no ano de 1974, e em conquistar o coração da diretora do cartõrio, uma mulher de família aristocrática. Este detalhe e o fato de a mulher ter feito doutorado nos Estados Unidos intimidam Esposito, que não se vê como merecedor das afeiçõs de uma criatura tão acima de seu nível.

A consciência dessas diferenças de classe e de cultura surge com nitidez, no diálogo que ambos têm com um burocrata sobre a soltura do sujeito que cometeu o crime que impressionou Esposito. Nesse diálogo o burocrata tripudia sobre ele, debochando de sua origem humilde e exaltando as qualidades da mulher que venera em segredo. Isso é feito de forma perversa e deliberada, a fim de que Esposito se convença que não terá a menor chance com ela, o que absolutamente não é verdadeiro. Ao longo de diversos encontros com Esposito, a maioria girando em torno do crime, Irene descobre seu amor por ele, mas não tem coragem de deixar que o sentimento aflore. Teme parecer ridícula diante de Esposito, que faz tudo para não demonstrar o que sente por ela.

O filme lida com algo essencial que é a superação das barreiras íntimas que cada um enfrenta para chegar onde quer. Em todos os sentidos, valeu como uma lição de vida.


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