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  •     29 / 03    
  •     2010    

As votações do Big Brother mexeram comigo

Publicado em: Joinville
Escrito às 17:44 | Link Permanente

Andei uns dias sem ânimo de postar, encucada com as votações do BigBrother.

Primeiro foi a eliminação da Anamara, contrariando todas as pesquisas de opinião registradas em sites na Internet.

Em segundo lugar, houve a eliminação do Dimmy e a vitória do Dourado, apesar do empenho de todas as entidades e movimentos que defendem os direitos dos gays. Fiquei com pena do Dimmy ter saído. Ele é uma figura muito simpática e doce, cuja presença deixa saudade. Não ouvir a conversa saborosa do Dimmy também fará falta. Achava a maior graça quando ele dizia: Fulano está me gongando, termo que só vim a conhecer no BBB10.

Quando chegou a vez do paredão da Lia contra a Fernanda, que iria definir os finalistas, não me animei muito, porque fiquei imaginando que a Globo arrumaria uma maneira de eliminar a Fernanda e manter a Lia. As votações do BBB são um mistério, ninguém sabe ao certo como os votos são computados e nesse BBB os resultados de vários paredões foram muito desconcertantes.

Para exasperação de muitos, a Lia custou a sair. O Pedro Bial, antes de anunciar a decisão final, disse que ela era uma pessoa que não tinha sido compreendida pela maioria. Isso é verdade, inclusive porque a Lia não se esforçou para que seus companheiros de confinamento e o público a compreendessem. Para ela, bastou a compreensão do Cadu.

Lia é uma figura polêmica. É tipo “ame” ou “odeie”. Com Lia não há meio termo; ou a pessoa ama gratuitamente, talvez movida por uma força que parte dela para você, ou odeia por achá-la passional demais.

Houve momentos em que ela me despertou muita raiva. Ficava me vendo na situação daqueles com quem ela brigou, como a Elenita, a Tessália, a Cacau e o Elieser e achando que ela agia de forma deliberada, a fim de desestabilizar o interlocutor e revelar suas fraquezas. Pode ser que não tenha sido intencional, mas causava essa impressão.

A Lia, devo confessar, também me causava agonia por lembrar demais a minha mãe.  Minha mãe faleceu há quatro anos e como sinto saudades dela. Brigavamos, fazíamos as pazes, tornavamos a brigar e a fazer as pazes, e a cada dia que passa me conscientizo mais de o quanto ela era excepcional e de quanto a admirava. Devia ter dito isso para ela com mais frequência, mas não se pode adivinhar o futuro. De repente, perdemos aqueles que amamos e nós sentimos mais sós por não termos demonstrado o amor que mereciam enquanto viviam.

Mas voltando à Lia, talvez se ela não tivesse sido tão destemperada, chegaria à final, junto com o seu querido Cadu. Creio que foi decepcionante para ela separar-se do seu companheiro favorito nos últimos momentos, quando na véspera já dava a vitória como certa. É, mas não se pode cantar de galo antes da hora, ainda mais num programa tão imprevisível quanto o Big Brother.

Reconheço que a Lia tem inúmeras qualidades. Parece ser uma mulher muito corajosa e determinada, que enfrenta qualquer parada de peito aberto. Só que a coragem da Lia mete medo por ser uma coragem quase suicida. A Lia possui também a dignidade típica do Capricórnio e era nisso que ela mais lembrava minha mãe.

Ontem tirei diversas fotos, a fim de me acostumar com a minha câmera nova. Amanhã começo o curso de Fotografia no Ateliê da Imagem, na Urca. A maioria das fotos é da minha gatinha, Misty, por quem morro de paixão. É o bichinho mais fofo deste mundo.

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