Li e registrei no Valor Econômico
Brasil é líder em gastos com Pensões
O Valor Econômico de hoje noticia que o Brasil é líder em pensão por morte em comparação com outros países.
De acordo com o jornal, o gasto elevado das pensões decorre das regras generosas de acesso ao benefício. Por regras generosas apontam-se a inexistência de exigência na legislação brasileira de tempo mínimo de contribuição, de vínculo matrimonial com o segurado, ou de idade do beneficiário. A esse respeito, argumenta-se que em outros países a pensão por morte só é concedida a pessoas jovens.
Realmente, a inexistência de tempo mínimo de contribuição e a concessão de pensões por morte a pessoas que não foram casadas, ou não provaram, com base em dados e documentos consistentes, que mantiveram união estável com o segurado são regras que precisam ser revistas.
Há distorções no pagamento de pensão por morte a pessoas que alegam união estável com o segurado, mas que, na realidade, só tiveram relacionamentos fortuitos com ele. O Instituto Nacional do Seguro Social nem sempre exerce um controle mais apurado sobre essas situações e não são poucos os casos em que indivíduos inescrupulosos e sem qualquer vínculo com o segurado concorrem indevidamente com o cônjuge e com os dependentes, na obtenção do benefício.
No capítulo gastos com pensões não se pode deixar de lado aquelas que foram determinadas pela Comissão de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e que premiaram muitas pessoas, que não morreram e nem foram impedidas de trabalhar, ou não perderam o emprego, por razões políticas durante a ditadura. Entre os agraciados com indenizações milionárias e com essas benesses encontram-se figuras famosas da zona sul do Rio de Janeiro, moradores de coberturas, que têm nas pensões uma fonte adicional de renda, para financiar seu lazer, enquanto que viúvas de aposentados do INSS recebem pensões que mal dão para cobrir suas necessidades mais básicas.
O Poder das Idéias Erradas
Outra matéria da edição de hoje do Valor Econômico, que merece ser lida e assimilada, é o artigo do economista Luis Eduardo Assis sobre as regras de funcionamento dos mercados. Para o autor, a idéia darwinista da sobrevivência dos mais aptos não se aplica ao pensamento econômico, o que parece ser o caso da eficiência dos mercados, pedra angular do pensamento convencional, que tem inspirado a atuação dos bancos centrais e das agências reguladoras.
A D O R E I
E agora com a disseminação da teoria da geração espontânea do Universo são bem capazes de alegar que o universo foi criado pelo mercado.
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A Linguagem do Twitter e seus Segredos
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@PauloEqui é designer e publicitário, aliás um designer de se tirar o chapéu e não estou falando por falar. A prova disso é o visual do site dele na Internet: http://www.pauloequi.com/ A combinação elegante de tonalidades; fundo preto, com um tucano desenhado em neon, nas cores verde, vermelho, azul, branco e amarelo produz um resultado belo, original e classudo.
No twitter ele chamou atenção para um tópico publicado no site http://www.gizmodo.com.br que achei bastante oportuno. Citando o exemplo de um diretor da empresa Locaweb que se entusiasmou ao ver o jogo do Corintians e postou um comentário nada apropriado no twitter, Pedro Burgos comentou naquele site que futebol, twitter e publicidade não combinam.
Futebol, jogo que desperta paixões, precisa de um espaço próprio. Nem sempre a linguagem futebolística e as expressões de que se vale o aficcionado,ou o comentarista esportivo, para registrar lances, movimentos e atuações de jogadores, é entendida por quem não se liga muito nesse esporte. Então uma frase, ou uma opinião mais apimentada, que cai bem num determinado contexto, em outro pode soar muito mal e depor contra quem a emite.
A publicidade, que, em síntese, é o ato de tornar público um produto com o fim de valorizá-lo e torná-lo atraente, também precisa de um veículo próprio. Não é qualquer veículo que se presta à publicidade e, por mais talentoso que seja o diretor de criação de uma agência, se ele divulgar o produto do cliente no veículo inadequado, pode até prejudicar sua comercialização. E há também a questão da linguagem utilizada pela publicidade, que pode e deve ser popular, mas nunca vulgar. A vulgaridade tende a causar rejeição.
Não sou especialista em publicidade, mas lendo os comentários de Pedro Burgos com os quais concordei, cheguei à conclusão que o twitter não pode ser usado como veículo direto de publicidade.. Fica complicado anunciar uma marca no twitter com o mesmo apelo utilizado na televisão, ou num site da internet, porque o espaço de cada mensagem é muito exíguo, o que dificulta a transmissão da idéia.
O twitter é um veículo indireto de divulgação. Orienta a pessoa a obter a informação que precisa, ou pela qual se interessa. Conseguir essa façanha requer um bocado de habilidade e, principalmente, capacidade de observar como os indivíduos reagem.
E você, que talvez me leia, o que pensa sobre divulgar suas obras, opiniões e criações no twitter? Acha que existe uma técnica especial para conseguir esse objetivo? Creio que sim, pois, ao ler as mensagens do fotografo @clicio no twitter, logo me interessei pelo seu trabalho e pelos cursos online dados por ele. E, apesar de ser uma principiante na arte da fotografia, aprendi nas aulas a limpar as lentes da câmera e as relações entre abertura de diafragma, velocidade e iso, eita!!!!
Para vocês verem até onde o Twitter me levou!
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As votações do Big Brother mexeram comigo
Andei uns dias sem ânimo de postar, encucada com as votações do BigBrother.
Primeiro foi a eliminação da Anamara, contrariando todas as pesquisas de opinião registradas em sites na Internet.
Em segundo lugar, houve a eliminação do Dimmy e a vitória do Dourado, apesar do empenho de todas as entidades e movimentos que defendem os direitos dos gays. Fiquei com pena do Dimmy ter saído. Ele é uma figura muito simpática e doce, cuja presença deixa saudade. Não ouvir a conversa saborosa do Dimmy também fará falta. Achava a maior graça quando ele dizia: Fulano está me gongando, termo que só vim a conhecer no BBB10.
Quando chegou a vez do paredão da Lia contra a Fernanda, que iria definir os finalistas, não me animei muito, porque fiquei imaginando que a Globo arrumaria uma maneira de eliminar a Fernanda e manter a Lia. As votações do BBB são um mistério, ninguém sabe ao certo como os votos são computados e nesse BBB os resultados de vários paredões foram muito desconcertantes.
Para exasperação de muitos, a Lia custou a sair. O Pedro Bial, antes de anunciar a decisão final, disse que ela era uma pessoa que não tinha sido compreendida pela maioria. Isso é verdade, inclusive porque a Lia não se esforçou para que seus companheiros de confinamento e o público a compreendessem. Para ela, bastou a compreensão do Cadu.
Lia é uma figura polêmica. É tipo “ame” ou “odeie”. Com Lia não há meio termo; ou a pessoa ama gratuitamente, talvez movida por uma força que parte dela para você, ou odeia por achá-la passional demais.
Houve momentos em que ela me despertou muita raiva. Ficava me vendo na situação daqueles com quem ela brigou, como a Elenita, a Tessália, a Cacau e o Elieser e achando que ela agia de forma deliberada, a fim de desestabilizar o interlocutor e revelar suas fraquezas. Pode ser que não tenha sido intencional, mas causava essa impressão.
A Lia, devo confessar, também me causava agonia por lembrar demais a minha mãe. Minha mãe faleceu há quatro anos e como sinto saudades dela. Brigavamos, fazíamos as pazes, tornavamos a brigar e a fazer as pazes, e a cada dia que passa me conscientizo mais de o quanto ela era excepcional e de quanto a admirava. Devia ter dito isso para ela com mais frequência, mas não se pode adivinhar o futuro. De repente, perdemos aqueles que amamos e nós sentimos mais sós por não termos demonstrado o amor que mereciam enquanto viviam.
Mas voltando à Lia, talvez se ela não tivesse sido tão destemperada, chegaria à final, junto com o seu querido Cadu. Creio que foi decepcionante para ela separar-se do seu companheiro favorito nos últimos momentos, quando na véspera já dava a vitória como certa. É, mas não se pode cantar de galo antes da hora, ainda mais num programa tão imprevisível quanto o Big Brother.
Reconheço que a Lia tem inúmeras qualidades. Parece ser uma mulher muito corajosa e determinada, que enfrenta qualquer parada de peito aberto. Só que a coragem da Lia mete medo por ser uma coragem quase suicida. A Lia possui também a dignidade típica do Capricórnio e era nisso que ela mais lembrava minha mãe.
Ontem tirei diversas fotos, a fim de me acostumar com a minha câmera nova. Amanhã começo o curso de Fotografia no Ateliê da Imagem, na Urca. A maioria das fotos é da minha gatinha, Misty, por quem morro de paixão. É o bichinho mais fofo deste mundo.

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Quem vota no BBB perde seu tempo
No jornal do BBB deste blog contei que fiquei arrasada com o último paredão. Não que fosse fã da Marocas, mas entre ela e a Lia, mil vezes ela.
O que me deixou mais arrasada foi a desconfiança de que o resultado foi montado pela produção, para manter artificialmente a Lia no programa e facilitar a vitória futura do Dourado, que parece ser o favorito da emissora.
Não me convencem as opiniões que é o público que tem decidido os paredões. O público do BBB não muda tanto assim e, nos programas anteriores, sabia muito bem distinguir o joio do trigo. No BBB8 botou para fora o caubói André, que provocava uns e outros, no BBB5 botou para fora o famoso Gê, que combinava voto para tirar o escritor baiano Jean Willys, porque também tinha implicância com gay, e botou para fora o Alberto caubói, porque achava que o mineiro perseguia o Diego Alemão, favorito de todos, no BBB7..
Em síntese, mal ou bem, o público sabia fazer justiça à sua maneira, mantendo no programa quem merecia.
Por que só nesse BBB10 o público vota em quem manipula, em quem faz intrigas, em quem tem duas caras e em quem provoca os outros gratuitamente? Das duas, uma, ou os péssimos exemplos que se vêem na mídia influenciaram o senso de justiça comum, ou as votações não expressam a realidade das preferências do público, por serem manipuladas com o objetivo de expressar a vontade da produção. A vontade do público fica em segundo plano e não é levada em consideração.
Não sou a única a ter essa desconfiança. Marcelo Arantes, psiquiatra que participou do BBB escreveu um artigo no jornal Extra chamado “Os Doze Trabalhos de Boninho”, http://bit.ly/a1prNJ, no qual destaca que a Globo desafia enquetes se necessário, uma vez que todos os sites informavam a preferência do público pela saída da Lia contra Maroca, na última terça-feira, mas a edição foi favorável à dançarina, cuja permanência era mais interessante para o jogo, na opinião dos donos do programa. Recomendo a leitura dessa matéria, cômica e ilustrativa. O Dr. Marcelo sabe do que está falando.
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O último paredão do BBB10 me deixou arrasada
Não entendi os motivos que levaram o público a manter na casa a Lia e excluir a Anamara, vulgo Marocas.
Nunca morri de simpatia pela Marocas, principalmente a partir do dia em que ela, em conversa com Alex e, se não me engano, a Tess e o Michael, insinuou que todo advogado é bandido. Tive a impressão que foi para mexer com o Alex que ela disse tamanha barbaridade, mas acabou mexendo comigo também, que sou advogada e achei um desaforo a generalização da Anamara.
Com o decorrer do tempo, percebi que ela falou aquilo, não por maldade, ou para ofender os advogados, mas porque ela é mesmo precipitada nas suas avaliações. Nota-se que a Anamara tem compulsão por falar, talvez por ansiedade, como se estivesse esperando, a qualquer momento, que a cortassem.
Fui me acostumando com o jeito espevitado da Marocas e achando graça nos seus comentários, pelo menos, naqueles que entendia, porque ela fala tão rápido, que a gente mal consegue seguir.
Torcia para que a Marocas não fosse eliminada no paredão desta semana e me tranqüilizei, quando li as enquetes feitas na Internet, todas elas dando como certa a saída da Lia.
Mas quem acabou saindo, para surpresa e indignação de muitos, foi a Marocas. Surpresa porque a Marocas é infinitamente mais carismática do que a Lia. A Lia tem aparecido no programa como uma pessoa muito problemática, que desperta antipatia. Pode ser que fora do BBB10, a Lia seja uma criatura agradável e cativante, mas a impressão que ela tem me passado não é nada boa.
A Lia provocou, ao longo do programa, desentendimentos com os outros participantes, creio eu que com a intenção deliberada de revelar as fraquezas alheias e crescer em cima delas, comportamento este que me chocou bastante.
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