- 07 / 10
- 2009
Soledad no Recife
Sou apaixonada por autores brasileiros. Vivo fuçando livrarias à sua procura e, infelizmente, deparo-me na maioria das vezes com pilhas de autores estrangeiros totalmente desinteressantes. Já era tempo de o governo estimular mais a literatura – porque o hábito de ler é um dos mais divertidos e instigantes que existe – e principalmente a literatura nacional.
O cinema brasileiro só foi para a frente e adquiriu a qualidade que tem agora, graças aos incentivos e ao apoio do governo. Uma medida sábia seria os legisladores obrigarem as editoras a publicar, pelo menos, um número razoável de autores nacionais, ao invés de só investirem em autores estrangeiros, em detrimento dos autores nacionais.
Mais uma vez no Caderno Prosa e Verso do jornal O Globo, edição de 03/10/2009, li sobre a publicação de um romance de Uraniano Mota, pela editora Boitempo Editorial. O título da obra é “Soledad no Recife” e gira em torno da personalidade de Soledad Barret Viedma, uma guerrilheira paraguaia que teria sido delatada pelo seu companheiro José Anselmo dos Santos, o tal de Cabo Anselmo, e terminou sendo assassinada pela ditadura. O detalhe mais trágico é que a moça estava grávida.
Não conheço o autor Uraniano Mota, mas seguramente irei comprar e ler o seu livro.
Vale a pena visitar o blog de Uraniano.
Escrito por Lúcia Reis, Pente Fino é um blog destinado a investigar as notícias. 








