- 31 / 08
- 2009
Consumidor brasileiro é considerado pirata por definição
Agosto chegando ao fim, ainda bem, porque é um mês pesado e não escrevi tanto quanto gostaria.
Hoje não falarei sobre as notícias que saem na imprensa. Falarei sobre um acontecimento aborrecido do qual os consumidores deveriam reclamar. Ontem visitei a loja das Casas Bahia no Shopping Rio Sul e estranhei não encontrar gravadores de DVD à venda.
Perguntei a um vendedor e ele informou que havia falta do produto no mercado. Quis saber a razão e ele veio com uma resposta que já quase adivinhava. As empresas produtoras de vídeos e de CDs estão proibindo a fabricação e a venda de DVDs para os consumidores brasileiros, porque nos consideram autores de pirataria por definição. Supõem que não dando acesso ao consumidor brasileiro à compra de gravadores de DVDs, estarão combatendo a pirataria no país.
Fiquei indignada com a informação e espero que outras pessoas, ao me lerem, também fiquem, porque é um desaforo que os consumidores brasileiros sejam prejudicados e impedidos de ter acesso aos bens que desejam comprar, porque as multinacionais querem se proteger contra a pirataria, partindo do pressuposto que qualquer um é um pirata em potencial. Não entendo por que o governo se omite numa situação dessas e a imprensa também. Deviam botar a boca no trombone e não põem.
Além disso, a medida é burra em termos de combate à pirataria, porque quem pirateia, não usa gravador de DVD acoplado à televisão, e sim aqueles que funcionam com o computador. Era só o que faltava sumirem também com o drive de DVD dos computadores pelo mesmo motivo idiota.
Escrito por Lúcia Reis, Pente Fino é um blog destinado a investigar as notícias. 








