Soledad no Recife me prendeu

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Homem da Meia Noite

Recebi o livro do ilustre pernambucano Uraniano Mota e o devorei em três dias. Há muito tempo uma obra não me prendia tanto. Consegui me sentir na pele do observador que ama platonicamente, digamos assim, a Soledad, jovem paraguaia engajada na vanguarda revolucionária.

A Soledad teve a falta de sorte de se tornar a companheira do cabo Anselmo. Digo falta de sorte, porque ela morreu, tendo sido trucidada pelo grupo do delegado Sergio Paranhos Fleury, ciente que havia sido traída pelo homem com quem conviveu e de quem estava grávida.

Não existe situação mais terrível para uma mulher sensível e íntegra como era a Soledad. Assim a vi, descrita pelas palavras musicais do Uraniano. O Uraniano escreve como se estivesse fazendo música, pelo menos, é assim que vivenciei a leitura de Soledad no Recife.

O cabo Anselmo, com quem a Soledad viveu no Recife, havia se tornado informante do famigerado Delegado Fleury e foi graças às informações que ele transmitiu ao delegado, que se armou a emboscada contra Soledad e seus outros companheiros.

Esse delegado Fleury é uma figura que me causa arrepios. Quando Getúlio Vargas, em sua carta-testamento e Janio Quadros, ao se despedir da presidência, falaram em forças terríveis, inconscientemente ou não, estavam se referindo a forças do mal e o Fleury, enquanto vivo, foi a personificação dessas forças.

Li também o livro do jornalista Percival de Souza que, aliás, publicou uma autobiografia do Fleury (“Autópsia do Medo”), sobre o cabo Anselmo. O Percival de Souza tenta redimir o cabo Anselmo, mostrando-o mais ou menos como vítima das circunstâncias, a fim de amenizar o rótulo de delator, ou Judas.

A impressão que um leitor distante como eu tem é que o Cabo Anselmo deve ter sofrido uma lavagem cerebral qualquer, na época em que esteve sob o domínio do famigerado Fleury. É possível que esse homem tão perverso tenha submetido o Cabo Anselmo a uma espécie de lobotomia, retirando dele o senso ético interior que o filósofo Immanuel Kant denominou “O Imperativo Categórico”, expresso na seguinte frase:

AJA APENAS SEGUNDO A MÁXIMA QUE VOCÊ GOSTARIA DE VER TRANSFORMADA EM LEI UNIVERSAL”.

Traduzindo o princípio kantiano em palavras mais simples, significa que você só deve fazer aos outros o que gostaria que fizessem a você.

Kant não concordava com a doutrina do utilitarismo tão em voga hoje em dia e tão apregoada por extremistas de qualquer facção, segundo a qual, os fins justificam os meios.

Posso estar errada, mas penso que o Cabo Anselmo merece o benefício da dúvida. Se ele estivesse no seu juízo perfeito, se não tivesse sido lobotomizado pelo Fleury, cujos métodos são por demais conhecidos, creio que não teria entregado Soledad nas mãos do inimigo.

Essa impressão de que o cabo Anselmo foi lobotomizado me vem muito do livro do Uraniano Mota, no trecho em que ele compara sua fisionomia com a do homem da Meia Noite, que é um boneco gigantesco do Carnaval do Recife, cujos olhos lembram dois buracos sem vida, semelhantes aos olhos dos lobotomizados. Quem viu os filmes “Frances”, com a grande atriz Jessica Lange, e “Um Estranho no Ninho”, com o formidável Jack Nicholson saberá logo do que estou falando.

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Um Giro pela Casa Cor

No domingo passado fui visitar a Casa Cor e um dos ambientes que gostei mais foi da arquiteta Ana Lúcia Jucá. Outro ambiente muito bem bolado é o apresentado pela dupla de arquitetos, Andrea Duarte e Guilherme Osborne.

Eis uma visualização dos ambientes criados pelos arquitetos acima mencionados:

 

andrea-duarte ana-lucia-juca

A exposição neste ano foi instalada no Jóquei Clube, para mim, um pouco fora de mão, uma vez que moro no Flamengo. Notei que em vários ambientes os arquitetos montaram lofts, estilo de moradia importado dos Estados Unidos que tem feito sucesso por aqui. O problema é que os lofts só podem ser comprados por quem tem muita bala na agulha. Posso estar enganada, mas o pessoal de classe média, que talvez gostasse de comprar um loft, não teria condições financeiras para tanto.

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Sem Luz em Casa, Fui ao Cinema

Hoje cedo o porteiro do prédio telefonou, para avisar que faltaria luz das duas às cinco horas da tarde. A explicação dada foi que a Light viria trocar o relógio do prédio.

A falta de luz não veio em boa hora.

Meu plano era ficar em casa,

para botar a leitura e o meu outro site em dia,

curtindo a chuva caindo do lado de fora.

Sem eletricidade, ao invés de curtir, teria que enfrentar a chuva, batendo perna na rua, porque ficar em casa sem luz, sem poder ouvir música e sem claridade suficiente para ler e escrever, seria muito enfadonho.

salve-geralResolvi ir ao cinema. Comprei as entradas na Internet, na Ingresso Com e fui assistir “A VERDADE NUA E CRUA” com Gérard Butler, cujo visual me encanta, e SALVE GERAL, um filme que estava louca para ver. Matei três coelhos com uma cajadada só: não senti os dissabores da falta de luz e vi dois filmes que me distraíram; o primeiro, uma comédia bobinha sobre o romance entre um machão e uma feminista, e o segundo, um filme mais sério sobre episódios ocorridos em São Paulo que espalharam pânico  no resto do país.

SALVE GERAL mostra parte do inferno que é vivido nas cadeias brasileiras, verdadeiros depósitos de criminosos; o mais certo seria dizer verdadeiras universidades do crime, porque só servem mesmo para fazer com que o indivíduo tenha bastante raiva da sociedade e saia da prisão ansioso para ir à forra. E o governo, de um modo geral, segue sendo irresponsável e tratando seres humanos como se fossem animais.

Não estou aqui para fazer apologia dos bandidos, mas, como conheço bem o sistema carcerário, posso afirmar que quem é jogado numa cadeia brasileira, sai de lá disposto a tudo. Já era tempo dos governos procurarem outras soluções.

Vale a pena assistir SALVE GERAL, um filme emocionante do diretor Sérgio Rezende

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Soledad no Recife

soledadSou apaixonada por autores brasileiros. Vivo fuçando livrarias à sua procura e, infelizmente, deparo-me na maioria das vezes com pilhas de autores estrangeiros totalmente desinteressantes. Já era tempo de o governo estimular mais a literatura – porque o hábito de ler é um dos mais divertidos e instigantes que existe – e principalmente a literatura nacional.

O cinema brasileiro só foi para a frente e adquiriu a qualidade que tem agora, graças aos incentivos e ao apoio do governo. Uma medida sábia seria os legisladores obrigarem as editoras a publicar, pelo menos, um número razoável de autores nacionais, ao invés de só investirem em autores estrangeiros,  em detrimento dos autores nacionais.

Mais uma vez no Caderno Prosa e Verso do jornal O Globo, edição de 03/10/2009, li sobre a publicação de um romance de Uraniano Mota, pela editora Boitempo Editorial. O título da obra é “Soledad no Recife” e gira em torno da personalidade de Soledad Barret Viedma, uma guerrilheira paraguaia que teria sido delatada pelo seu companheiro José Anselmo dos Santos, o tal de Cabo Anselmo, e terminou sendo assassinada pela ditadura. O detalhe mais trágico é que a moça estava grávida.

Não conheço o autor Uraniano Mota, mas seguramente irei comprar e ler o seu livro.

Vale a pena visitar o blog de Uraniano.

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Os Blogueiros de Cuba

O Caderno PROSA & VERSO do jornal O GLOBO traz uma reportagem interessante sobre blogueiros residentes em Cuba. Entre estes destaca-se a figura já conhecida de Yoani Sanches.blogueira Em Cuba ela sempre se conecta em locais públicos, duas ou três vezes por semana por causa do preço. Isso a obriga a escrever as mensagens em casa, gravá-las num pendrive e, depois, publicá-las.

O blog de Yoani pode ser acessado em “Generación Y”. O blog de Yoani foi publicado através da editora Contexto sob o título “De Cuba com Carinho”.

Há outros sites interessantes sobre os blogueiros de Cuba, inclusive um portal criado pela própria Yoani denominada “Voces Cubanas”.

Yoani destaca os seguintes blogs de personalidades do seu país: Claudia Cadelo e do fotógrafo anônimo que publica imagens em preto e branco do cotidiano da ilha: Anônimo.

Escrever blogs em Cuba deve ser uma empreitada difícil, porque os computadores particulares não têm acesso à grande rede.

Como sou viciada em livros, obviamente vou comprar o de Yaonai e mais outros.

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O Pau de Arara Aéreo

O meu amigo José Cassiano neste domingo me falou sobre a última viagem do pau-de-arara. Para quem não sabe, esse nome era dado aos caminhões que transportavam pessoas das regiões mais remotas do Nordeste para as grandes capitais, Rio de Janeiro e São Paulo. O nome pau de arara pegou também naqueles que vinham da Paraíba, de Pernambuco, do Ceará e de outros lugares da região.A viagem era desconfortável, porque os nordestinos viajavam amontoados por estradas, na maioria das vezes, em precárias condições, mas, pelo menos, o caminhão parava em botecos e postos ao longo do caminho. Os viajantes podiam descer do caminhão para ir ao banheiro, beber uma cachacinha, comprar comida, ou fazer uma refeição.

gol

Pois bem, o meu amigo José Cassiano transportou-se a um pau de arara, quando viajou na semana passada, de João Pessoa ao Rio de Janeiro, pela Gol no vôo 1793. O desconforto das instalações era muito pior.. O passageiro viaja entalado que nem sardinha, porque as poltronas são apertadíssimas e próximas demais uma da outra. O passageiro sofre, mas a Gol lucra, vendendo mais assentos. Se ele sofrer uma trombose provocada pela impossibilidade de esticar as pernas no assento, provavelmente a empresa não vai arcar com a despesa. Isso é contabilizado como fatalidade e azar do consumidor.

Mas o desconforto não se resume ao assento apertado. Para falar a verdade, disse meu amigo, a viagem de pau-de-arara era mais cômoda do que a viagem aérea pela Gol. O pau-de-arara parava para todos irem ao banheiro, enquanto que a Gol só coloca dois banheiros à disposição dos passageiros. O pior é que, no vôo em que veio meu amigo, um dos banheiros não havia sido higienizado na última escala. Então todos os passageiros só contavam com um único banheiro na parte dos fundos da aeronave. O resultado é que se formou uma fila colossal durante o trajeto inteiro. A sorte é que não houve turbulência, porque senão muita gente teria se machucado.

Meu amigo Cassiano concluiu que quem viaja de pau-de-arara leva vantagem sobre quem viaja pela Gol, pois pode ir ao banheiro, sem atropelo e sem ansiedade e ainda por cima tem direito a forrar o estomago, nas vendas e nos botecos ao longo da estrada, ao passo que o passageiro da Gol só tem direito a uma bolacha salgada e a um copo d´água e olhe lá.

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E viva o Rio de Janeiro e viva os Baianos

Fiquei feliz pelo Rio de Janeiro ter sido escolhido como a cidade que irá sediar os Jogos Olímpicos de 2.016. Há muito que os brasileiros vinham sonhando com essa possibilidade, mas ela nunca se concretizava. Agora aconteceu e só espero que as autoridades façam por onde, tomando conta dessa linda cidade e cuidando mais dela. É um pecado deixar o Rio de Janeiro se deteriorar. 

Vão ter que investir mais no Galeão

e acabar com a mania de

desviar tudo quanto é vôo internacional para São Paulo. 

Aí em baixo uma fotocomposição das figuras de dois baianos famosos: Maria Betânia e João Ubaldo Ribeiro, tendo o Pelourinho como fundo. O João Ubaldo está lançando mais um romance O ALBATROZ AZUL. Gostei da entrevista que ele deu para a revista Bravo, principalmente quando critica a pretensão de certos cientistas de refutar o divino. João Ubaldo diz, com muito acerto, que do mesmo modo que ninguém pode provar a existência de Deus, tampouco se pode “desprovar”, recusando a chancela de verdade a tudo o que não pode ser submetido a verificação científica. 

É um raciocínio muito limitativo negar a existência de Deus, tira-nos toda a liberdade de desenvolver a imaginação e os poderes de criação. Aquilo que você pensa é aquilo que você construirá para o futuro. Se você prefere não pensar nada, então o nada você terá.

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Constituição de Honduras foi utilizada para Legitimar Golpe

Sob o título acima, o Procurador da Fazenda Nacional, Paulo Cesar Negrão de Lacerda, publicou percuciente artigo no site Consultor Jurídico, no qual desmistifica a tese da inexistência do golpe em Honduras.

Em síntese, o procurador enfatiza que a discussão quanto à suposta violação do artigo239[1] da Constituição hondurenha, agitada pelos defensores da tese da inexistência de golpe, torna-se, pois, prejudicada, diante da flagrante e rude violação ao devido processo legal.

O argumento dos defensores do governo golpista não se sustenta, demonstra Paulo Cesar Negrão de Lacerda, porque o próprio Decreto legislativo de deposição do Presidente Zelaya não menciona, dentre seus fundamentos, o dispositivo em questão, havendo o argumento sido levantado depois da deposição e, mais importante, o plebiscito não se destinava à reforma do artigo 239, mas à convocação de uma Assembléia Constituinte.

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Chega de falar que não houve golpe em Honduras

Vejam a diferença no tratamento da mesma matéria pelo jornais VALOR ECONÔMICO e O GLOBO e tirem suas próprias conclusões.

O jornal VALOR ECONÔMICO  não é a favor de Zelaya, inclusive assinalou que o presidente deposto está tentando jogar todas as cartas para voltar ao poder, mas, pelo menos, trata a questão com o respeito que ela merece. Abaixo, segue trecho de artigo publicado sobre o tema, na data de 25/09/2009, para que se tenha uma idéia do que está em jogo:

“O governo Lula agiu corretamente até agora no caso. Manuel Zelaya foi arrancado à força de seu país na madrugada de 28 de junho. Não houve o devido processo constitucional para retirá-lo do poder e todos os princípios democráticos ruíram quando Roberto Micheletti assumiu a presidência. Houve condenação geral ao golpe, inclusive dos Estados Unidos. Toda a pressão brasileira se encaminhou pelos canais diplomáticos, com o apoio restrito ao acordo de São José, que pressupunha a volta de Zelaya ao poder, um governo de coalizão e uma anistia a todos os envolvidos. Coerentemente, o Brasil não poderia ter se recusado a dar guarida a Zelaya, um presidente legítimo que teve de entrar clandestinamente em seu próprio país.”

Quanto ao Sr. Merval Pereira, colunista do GLOBO, vejam como ele retrata a realidade dos fatos, na data de hoje, 26/09/2009. É só conferir em sua coluna:

Parece estar havendo um consenso sobre o episódio entre os especialistas: o processo de deposição de Zelaya obedeceu aos princípios constitucionais, o que não aconteceu no caso do exílio”.

Para emitir essa opinião, o colunista valeu-se unicamente de estudo do advogado paulista Lionel Zaclis no site Consultor Jurídico, que conclui que não houve golpe em Honduras, com base no artigo 237 da Constituição.

Esquece-se o Sr. Merval Pereira, que a opinião do advogado paulista é uma opinião isolada, que se fundamenta num único dispositivo da constituição hondurenha, desconsiderando que ela proclama, como valor máximo em seu artigo 2º, a soberania popular que é exercida através de plebiscito e referendo.

Recomendo uma leitura da Revista Carta Capital  desta semana, que no artigo “A Democracia Sitiada” faz uma excelente análise da situação em Honduras. Achei formidável o fato de terem lembrado a frase de Marco Aurélio Garcia, que vale a pena reproduzir:

O absurdo não é ele ter entrado (no país), mas ter saído de pijama e com uma metralhadora na cabeça”.

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Zelaya foi deposto por Golpe de Estado

Há uma tendência na imprensa em vender a versão de que não houve golpe militar em Honduras. 

Terceiros invocam a Constituição de Honduras, sustentando que o mandato presidencial tem o prazo máximo de quatro anos (Artigo 237), vedada expressamente a reeleição, sendo que aquele que violar essa cláusula, ou propuser sua reforma, perderá o cargo imediatamente, tornando-se inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública.

Chocada com a maneira arbitrária pela qual o Presidente de Honduras foi deposto e mais ainda, com o apoio de certos setores da mídia no Brasil à essa atitude golpista, resolvi consultar a Constituição de Honduras, a fim de constatar, se Zelaya mereceu ser deposto por ter contrariado normas constitucionais explícitas. 

Logo me chamou a atenção o artigo 2º da Constituição de Honduras que tem os seguintes dizeres: “A soberania corresponde ao Povo do qual emanam todos os Poderes do Estado que se exercem por representação”

Esse princípio, que vem sendo consagrado e venerado ao longo do tempo, trouxe-me à memória visita que fiz há anos atrás ao já falecido e ilustre Ministro do Tribunal de Contas da União, José Pereira Lyra, que por acaso era meu padrinho de crisma. Falando-me sobre a Constituição brasileira, que à época estava na iminência de ser votada pela Assembléia Constituinte de 1988, ele enfatizou que nenhum cidadão deveria esquecer que o poder sempre emana do povo e por ele deve ser exercido.

A frase emblemática do ministro ficou gravada em minha mente e ouvi seu eco ao ler o artigo 2º da constituição hondurenha. Então me pergunto: será que os militares, o parlamento, o ministério público e o judiciário de Honduras se esqueceram disso ao interpretar a Constituição, para banir Zelaya? 

Deve ser dito que o artigo 2º, em seu parágrafo seguinte, diz que a soberania do povo também poderá ser exercida de maneira direta, através de plebiscito e referendo popular. 

Assim, se é verdade que o artigo 237 da Constituição de Honduras proíbe a reeleição e o artigo 373, por sua vez, proclama o rodízio no poder, não é menos verdade que a Constituição também garante o exercício da soberania popular através de plebiscito e referendo popular.

Aliás, o artigo 5º da Constituição de Honduras afirma, taxativamente, que o governo deve sustentar-se, com base no Princípio da Democracia Participativa, da qual se origina a integração nacional, que implica participação de todos os setores políticos na administração pública, a fim de assegurar e fortalecer o progresso do país, baseado na estabilidade política e na conciliação nacional. E mais: o mesmo artigo ressalta que, com a finalidade de fortalecer e fazer funcionar a democracia participativa, são instituídos mecanismos de consulta aos cidadãos, tais como o referendo popular e a democracia participativa, para assuntos de importância fundamental na vida nacional. 

É essencial que se mencione também que, em complemento ao princípio da soberania popular, o mesmo artigo 2º da Constituição assevera que a suplantação da soberania popular e a usurpação dos poderes constituídos tipificam-se como delitos de traição da pátria. A responsabilidade em tais casos é imprescritível e poderá ser invocada de ofício, ou por petição de qualquer cidadão.

Qualquer advogado ou jurista não ignora que as constituições requerem interpretação sistemática, ou seja, devem ser entendidas a partir do conjunto dos princípios que consagram e a Constituição de Honduras proclama, em primeiro lugar, a soberania popular acima de tudo e esta soberania se exerce através do plebiscito, ou do referendo. 

Portanto, Zelaya não foi contra a constituição de seu país. Ao contrário, ele se valeu de prerrogativa expressamente prevista no texto constitucional, para convocar um plebiscito, a fim de que o povo soberano desse a palavra final. 

Mas, pelo visto, quem teve a palavra final não foi o povo; foram os golpistas reunidos que agora são aclamados por determinados setores da imprensa. 

Por último, vale acrescentar que a Constituição de Honduras também prevê o direito de asilo em seu artigo 101, de forma que, tampouco, se pode afirmar que o Itamaraty, ou o Presidente do Brasil agiram mal ao acolher Zelaya na embaixada brasileira. 

Se defendemos a livre expressão do pensamento, as liberdades institucionais, a democracia e outros princípios vinculados à cidadania, não podemos apoiar governos golpistas, sejam eles de direita ou de esquerda.

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Objetivo do Pente Fino

Anotando idéias

Anotando idéias

Agora volto ao universo dos blogs com o Pente Fino, que foi assim chamado porque o criei com o objetivo de comentar notícias que SAEM na imprensa. Muitas vezes levam a uma versão distorcida da realidade. Um dos motivos é a falta de conhecimento sobre o tema, outra o tratamento superficial dispensado a fatos importantes, ou mesmo uma orientação política ou comercial que impedem que o autor da matéria se aprofunde, ou registre com o devido cuidado situações que são genuinamente de interesse público.

Posso estar errada, mas creio que a imprensa perde muito tempo com notícias que só interessam a uma minoria, ou com situações que não trazem nenhum proveito para o leitor.

Com este blog pretendo contribuir também para debater temas sobre os quais tenho domínio profissional, indo um pouco além para explorar meu direito de cidadã de apresentar minha visão pessoal dos acontecimentos que são publicados.

E, para não cansar quem me lê, vou enveredar por outras áreas, que têm a ver com o meu lado hedonista como literatura, cinema, arte, informática, viagens e gastronomia.

Conto com a contribuição do leitor para enriquecer este blog com comentários, críticas e sugestões. A final opinião é sempre informação.

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Apanhando do Wordpress

Parei de escrever mensagens, porque quis entender um pouco mais do funcionamento do Wordpress e dos temas disponíveis antes de continuar.

Quase me perdi, experimentei um montão de temas; alguns meio espalhafatosos ou cafonas e outros muito bonitos, mas nada funcionais. Acabei ficando com este, que, pelo menos, é sóbrio e elegante. Mas fui obrigada a adaptá-lo, entre outros motivos, porque possuia um logo que não tinha a nada ver com a idéia do Pente Fino.

O resultado é que fiquei um pouco sem inspiração. Vamos ver se amanhã ou depois a inspiração retorna.

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Quem acusa deve provar

A frase acima, que representa um postulado comum do Direito, foi muito bem colocada num artigo assinado por Mino Carta, na revista Carta Capital desta semana (19 de agosto).

Mino Carta se referia à polêmica criada pela ex-Secretaria da Receita Federal, Lina Vieira, que deixou o cargo atirando na Ministra Dilma Rousseff. Lina Vieira contou que a Ministra teria pedido agilização de uma auditoria do Fisco nas contas das empresas da família Sarney.

A Imprensa obviamente se aproveitou da indiscrição cometida pela ex-Secretaria para fazer um carnaval em torno do episódio e atingir a figura de Lula, procurando desestabilizá-lo com o Senador José Sarney.

O Estado de S. Paulo chama a história de um escândalo que Lula tentaria abafar, sem se preocupar em cobrar da ex-Secretaria da Receita Federal uma prova do fato que alegou.

Será que ninguém na imprensa, a não ser o jornalista Mino Carta, se tocou que a atitude da ex-Secretaria da Receita Federal foi para lá de deselegante? São acontecimentos como este que me deixam danada com certos setores da mídia.

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E a novela entre Dilma e Lina continua

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Ontem, dia 19 e hoje dia 20 de agosto, o Globo continua publicando lances do disse-me-disse entre a Ministra Dilma Rousseff e a ex-Secretaria da Receita Federal, Lina Vieira, com o intuito de enaltecer a postura da ex-Secretária e criticar a Ministra, dando a entender que ela é uma mentirosa.

Essa manobra jornalística que, infelizmente, não é evidente para a maioria é para encobrir uma verdade, que a grande mídia faz questão de ignorar: Se, efetivamente, a ministra teria pedido à ex-secretária para agilizar os processos de fiscalização sobre as empresas da família Sarney, por que a ex-secretária não divulgou o suposto pedido da ministra enquanto ainda se encontrava no exercício do cargo? Por que só resolveu relatar o episódio depois que foi exonerada?

A imprensa procura a todo custo minimizar uma atitude que foi, no mínimo, deselegante, porque, se o indivíduo, ao ser exonerado do cargo de confiança, sai atirando contra quem o nomeou, isso demonstra que o indivíduo em questão não tinha perfil para ocupar tal cargo, ou para desfrutar da confiança de quem quer que seja.

Faça-se a seguinte pergunta: Você empregaria novamente alguém que saiu de sua empresa, ou de sua casa, falando mal de você, ou cometendo indiscrições? Pois foi o que a ex-secretaria fez e não adianta tapar o sol com a peneira.

Como se não bastasse, na edição de hoje, dia 20, um sociólogo publica uma matéria no Globo chamada “Um Conto de duas Subversivas”, novamente batendo na mesma tecla : diminuir Dilma para elevar a estatura moral da ex-secretária.

Começa o ilustre sociólogo dizendo que “Ministra evidenciou persistência de um desvio de princípio“, porque confessou ter mentido sob tortura para proteger companheiros.

Disso se valeu o sociólogo para afirmar que “justificar uma mentira pela sua utilidade política é abrir uma senda perigosa, que desconhece a fronteira entre a ditadura ea democracia“. A partir desse sofisma, o sociólogo conclui que, sob uma lógica utilitaria, Lula poderá um dia dizer que alegou nada saber a respeito do mensalão, a fim de preservar um governo devotado em salvar o povo da elite.

Ao que me parece mentira utilitaria é aquela que o corretor conta para justificar uma venda de um imóvel por preço maior, e também aquela de que se valem os publicitários nas campanhas de lançamento de determinados produtos, apregoados como se fossem grandes maravilhas. Nada a ver com a situação da pessoa submetida à tortura que mente para preservar um bem maior, que é a sua própria vida e a vida de seus companheiros.

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Dois Pesos e Duas Medidas

Depois de ler a reportagem de primeira página no GLOBO de hoje, enviei a missiva abaixo à seção Cartas dos Leitores: 

Causa espanto no leitor o Globo ter feito uma reportagem de primeira página com a demissão de vários superintendentes da Receita Federal, somente porque estariam ligados à Lina Vieira. 

É bizarro, porque quando a Receita Federal deflagra um movimento em prol de melhores salários e condições de trabalho e, da mesma forma, os integrantes da Procuradoria da Fazenda Nacional e da AGU, o jornal não dá a menor importância, não publica sequer uma linha a respeito das reivindicações dos servidores dessas e de outras carreiras. 

Da mesma maneira, quando os Procuradores da Fazenda Nacional manifestam preocupação sobre as lacunas do projeto lei que instaura a execução fiscal administrativa. São dezenas de cartas e artigos que são enviados ao jornal, contendo assuntos de interesse do contribuinte e que não são divulgados.” 

Duvido muito que publiquem a correspondência acima. Se publicarem será um milagre. Em todo caso, fica aqui o registro.

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Perda de Tempo

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Juro que não queria escrever mais sobre o duelo entre Dilma e Lina, mas também não posso me calar ao ler os absurdos que são publicados, porque diversos órgãos da imprensa têm se empenhado por transformar a ex-Secretaria da Receita Federal numa Joana D´Arc. 

Querem vender a imagem da servidora perfeita e de que os superintendentes que renunciaram, apoiando-a, estariam a favor da ética no serviço público. 

Por falar em ética, há perguntas que muitos se fazem e a ex-secretária não responde e a maioria dos jornais não publica. A primeira sendo por que Lina Vieira não denunciou o pedido de Dilma de agilização de processos contra as empresas de Fernando Sarney enquanto estava no exercício do cargo? Por que deixou para depois? E por que não explicou o motivo do pedido de agilização? A ex-secretária tampouco esclarece. 

Será que ninguém vê que é, no mínimo, deselegante o titular de cargo de confiança acusar o governo que o nomeou depois de ter sido destituído? Se existe algo errado numa administração, o erro deve ser denunciado e corrigido enquanto a pessoa, com poder de gestão, estiver no exercício do cargo, não depois. Além do mais, é incoerente acusar alguém sem prova. 

Continuo a estranhar que informações sigilosas sobre a situação fiscal da Petrobrás tenham vazado para a imprensa. Como é que a imprensa soube que a Petrobrás tinha realizado compensações e mudado o regime de apuração do imposto de renda? São dados que somente aqueles que têm acesso aos documentos fiscais da empresa conhecem. Como é que chegam ao conhecimento do público com essa facilidade? Onde fica o sigilo fiscal nessa altura dos acontecimentos? 

O episódio da compensação feita pela Petrobrás tem sido explorado como se a empresa tivesse praticado manobras fraudulentas equiparáveis a crimes contra a ordem tributária, como se não fosse lícito ao contribuinte usar das faculdades que a lei oferece para pagar menos imposto. Um exemplo típico é a possibilidade de a pessoa física escolher entre a declaração de ajuste anual simplificada e a completa, que permite mais deduções. Imaginem se todos que optassem por uma ou por outra modalidade de declarar fossem considerados sonegadores. 

Aliás, essa opinião não é somente minha. É a mesma defendida pelo ex-Secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, que disse textualmente em programa de debates da Globo News, na data de ontem, que a Petrobrás não cometeu nenhuma ilegalidade por ter efetuado compensações e por ter mudado o regime de apuração, no curso do ano-calendário, optando pelo regime de caixa para apurar o imposto incidente sobre as variações cambiais, vez que tal prática é permitida pela legislação. No entanto, fizeram estardalhaço e instauraram até uma CPI em torno de uma operação que é absolutamente normal. Pura perda de tempo. 

Chega-se a desconfiar que por detrás dos fatos acima existe a intenção velada de denegrir a imagem da estatal com o objetivo futuro de justificar sua privatização. Quem viver, verá

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Consumidor brasileiro é considerado pirata por definição

angry2Agosto chegando ao fim, ainda bem, porque é um mês pesado e não escrevi tanto quanto gostaria. 

Hoje não falarei sobre as notícias que saem na imprensa. Falarei sobre um acontecimento aborrecido do qual os consumidores deveriam reclamar. Ontem visitei a loja das Casas Bahia no Shopping Rio Sul e estranhei não encontrar gravadores de DVD à venda. 

Perguntei a um vendedor e ele informou que havia falta do produto no mercado. Quis saber a razão e ele veio com uma resposta que já quase adivinhava. As empresas produtoras de vídeos e de CDs estão proibindo a fabricação e a venda de DVDs para os consumidores brasileiros, porque nos consideram autores de pirataria por definição. Supõem que não dando acesso ao consumidor brasileiro à compra de gravadores de DVDs, estarão combatendo a pirataria no país. 

Fiquei indignada com a informação e espero que outras pessoas, ao me lerem, também fiquem, porque é um desaforo que os consumidores brasileiros sejam prejudicados e impedidos de ter acesso aos bens que desejam comprar, porque as multinacionais querem se proteger contra a pirataria, partindo do pressuposto que qualquer um é um pirata em potencial. Não entendo por que o governo se omite numa situação dessas e a imprensa também. Deviam botar a boca no trombone e não põem.

 Além disso, a medida é burra em termos de combate à pirataria, porque quem pirateia, não usa gravador de DVD acoplado à televisão, e sim aqueles que funcionam com o computador. Era só o que faltava sumirem também com o drive de DVD dos computadores pelo mesmo motivo idiota.

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É tanta bobagem que a gente se sente mal

Dois fatos divulgados pela imprensa me aborreceram. O primeiro foi a notícia que o restaurante Porcão Rio, uma churrascaria rodízio de luxo, que fica no Aterro do Flamengo e tem uma esplêndida vista da Baía de Guanabara, terá que entregar o local a outro estabelecimento, Garcia & Rodrigues, que é apenas uma padaria melhorada, que caiu no gosto dos socialites residentes no Leblon e na Barra. 

Segundo a imprensa informa, o Garcia & Rodrigues teria vencido uma licitação junto à Prefeitura do Rio de Janeiro, e se achou no direito de expulsar o Porcão, que se tornou tradicional no Aterro. É uma pena, porque o Porcão, com suas carnes deliciosas tornou-se um verdadeiro cartão de visitas da cidade, cativando personalidades importantes do exterior. Quanto ao Garcia & Rodrigues, quero só ver o que farão naquele espaço. 

Por que não ficaram no seu reduto no Leblon, ao invés de invadir o Flamengo para oferecer comida de padaria a quem se acostumou com as melhores carnes do Rio de Janeiro? 

A segunda notícia diz respeito ao Advogado-Geral da União, Toffoli, que será indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal, para preencher a vaga do Ministro Carlos Alberto Direito. A minha raiva em torno desse fato é da imprensa, que não faz outra coisa a não ser perseguir Toffoli, ora dizendo que não tem cultura jurídica para ocupar o cargo, porque não fez curso de pós graduação e foi reprovado em concursos para juiz duas vezes, ora desenterrando processos contra ele no Amapá, diga-se de passagem ainda não julgados definitivamente. 

É tanta bobagem que a pessoa chega a se sentir mal. Como se passar num concurso para juiz fosse indicativo de cultura, ou como se o saber jurídico dependesse, única e exclusivamente de uma pós-graduação. Já conheci diversos pós-graduados que se caírem de quatro não levantam, pois nem a teoria que compilaram conhecem bem. 

Por que a imprensa não fala também nos processos judiciais em que expoentes do PSDB estão sendo acusados de improbidade administrativa em trâmite na 20ª. e 22ª. Varas Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal?

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Viagem Musical

http://www.vimeo.com/6692961
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Um pouco sobre meus hobbies

Resolvi acrescentar as paisagens, viagens e acontecimentos que filmo a este blog, para ficar um pouco mais animado. O vídeo Viagem Musical, que pode ser visto aí abaixo é sobre uma viagem que fiz a São Lourenço, no final do ano de 2007. Nesse vídeo há cenas de um passeio musical de trem e do réveillon. 

O meu hobby favorito é filmar. Antigamente me dedicava à pintura e fiz algumas exposições, individuais e coletivas. Geralmente, tinha facilidade para vender meus quadros, porque as pessoas olhavam e gostavam de estalo, mas não quis seguir a carreira de pintora, porque sofri um trauma terrível, com a crítica de uma colunista do jornal O GLOBO, já falecida, que escreveu sobre a minha pintura, dizendo que era colorida demais. Isso me fez tão mal, que parei de pintar. 

Hoje em dia essa mulherzinha, só posso chamá-la assim, não me atingiria tanto, porque sei perfeitamente quem sou e quais são as minhas qualidades e defeitos. Por exemplo, jamais deixaria de escrever, por causa de críticas maldosas ou mal-intencionadas de terceiros. Se formos tentar agradar gregos e troianos, estaremos perdidos, porque nunca conseguiremos. 

De qualquer forma, naquela época, mais ou menos trinta anos atrás, a tal Fulana me atingiu e nunca mais peguei num pincel, mas a semente dentro de mim permaneceu, mantendo o meu interesse e fascínio por som, cor, movimento e imagem. Então me tornei uma vídeo-amadora e comecei a freqüentar cursos sobre edição de vídeo. Não tenho vontade de me profissionalizar, prefiro cultivar essa atividade por puro prazer. Depois de vários anos labutando, creio que adquiri esse direito.

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Popularidade de Lula não cola em Dilma Rousseff

popularidade1Em entrevista concedida ao jornal Valor Econômico, o presidente do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro, avalia que a popularidade de Lula não será transferida à Dilma Rousseff nas próximas eleições. De acordo com o presidente do IBOPE, qualquer um que Lula apoiasse teria 13% a 14% das intenções de voto.

A rejeição a Dilma ter chegado a 40% significa que ela anda para trás. Possivelmente, a pretensão da Ministra da Casa Civil foi  prejudicada pelo episódio da Receita Federal, quando a secretária Lina Vieira declarou que ouviu de Dilma pedido para apressar investigação em torno da família Sarney.

Esse episódio, obviamente, foi criado pela mídia que tentou de todas as maneiras fazer de Lina Vieira uma Joana d´Arc da Fiscalização. Por detrás disso tudo anda o dedo da poderosa República do Morumbi, aflita por eleger José Serra, ou qualquer outro vulto paulista do PSDB, ou do DEM, tão ao gosto da turma do Morumbi.

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Aqui e Acolá

  • Greve dos Bancários Prejudica todo Mundo

O Jornal do Brasil noticia que os bancários resolveram deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de hoje. A greve é uma resposta à provocação feita pelos bancos, que querem reduzir a PLR, participação nos lucros e resultados e não apresentam propostas que contemplem aumento real dos pisos salariais, proteção ao emprego e melhores condições de saúde e trabalho.

A Fenabam, entidade que congrega os bancos, a meu ver, não lida com esses conflitos de forma responsável, pois só pensa nos próprios interesses e esquece-se que o maior prejudicado é o cidadão, obrigado a se valor dos serviços bancários. Aliás, os bancos não estão nem aí para o mortal comum, a não ser para arrancar dinheiro deles, através de taxas de juros extorsivas e cobrança de taxas inaceitáveis.

Não venham dizer que a culpa da greve é da CUT, não senhor, o povo não é tão idiota quanto eles pensam. A culpa é dos próprios bancos. Se soubessem negociar de forma decente com a categoria, a situação não teria chegado a esse ponto. Todo ano esse problema se repete.

  • Senado discute Revogação de Mandatos por Eleitores

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado discute nesta quinta-feira, em audiência pública, a possibilidade de os eleitores revogarem os mandatos políticos, conforme prevê a proposta de emenda à Constituição do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Parabéns para ele!!!!

Foram convidados para o debate os juristas Dalmo Dallari, Fábio Konder Comparato e João Baptista Herkenhoff, além dos cientistas políticos Paulo Kramer e Murilo Aragão.

Será ótimo para o eleitor se a emenda for aprovada e será também uma forma de moralizar a política, mas tenho sérias dúvidas quanto à aprovação, porque dificilmente certos políticos vão querer abrir mão das regalias que hoje usufruem à custa do contribuinte.

E a República do Morumbi sempre culpa o salário do servidor público por problemas de caixa do Tesouro, seguindo fielmente o ditado de que a corda sempre arrebenta para o lado dos mais fracos.

  • Grande Hildegard Angel sempre falando o que deve ser Falado

Confesso que sou leitora assídua da coluna da Hildegard Angel no Jornal do Brasil, porque a considero uma mulher de opinião, que não tem receio de dizer o que pensa.

Não é que ela botou o dedo na ferida? Essa pressão toda contra a indicação do Toffoli para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, segundo Hilde, pode residir no parecer dado por ele, definindo as atribuições da Polícia e da Justiça, o que deve ter mexido com os brios do Ministério Público que quer ser Justiça e Polícia ao mesmo tempo.

Fiquei feliz com a intervenção da Hilde, porque, infelizmente a imprensa coordenada pela República do Morumbi recusa-se a publicar a opinião de milhares de leitores que, como eu, são pessoas que apóiam Toffoli, porque conhecem de perto o seu trabalho junto à Advocacia-Geral da União..

Os jornais adoram receber, pontualmente, o pagamento da assinatura, mas publicar a opinião do leitor, que é bom, isso eles não fazem, a não ser que esteja de pleno acordo com a ideologia da República do Morumbi, leia-se PSDB e DEM.

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